18.12.07

NOTÍCIA DO DIA - Ranking das cem empresas mais competitivas tem 13 brasileiras

Folha Online

Treze empresas brasileiras estão na lista das cem companhias mais competitivas dos países em desenvolvimento, segundo ranking elaborado pela consultoria americana Boston Group. O Brasil é o terceiro país em número de representantes, atrás apenas da China, que têm 41 nomes, e da Índia, com 20 empresas.

As gigantes nacionais que aparecem na lista já eram esperadas: Vale, Petrobras, Embraer, Gerdau, Votorantim e Braskem. Também constam Sadia, Perdigão, Natura, Coteminas (tecidos) e WEG (motores), além de JBS-Friboi (carne) e Marcopolo (carroceria de ônibus), que estréiam no ranking.

Depois do Brasil, os países com mais empresas são México (sete) e Rússia (seis). Da América Latina aparecem ainda Argentina e Chile, com apenas uma empresa cada. O ranking lista também companhias da Turquia (três), Tailândia, Malásia (duas cada), Egito, Hungria, Indonésia, Polônia, todos com uma. (clique e veja a lista completa)

Segundo a Boston Group, que faz o ranking pelo segundo ano consecutivo,"companhias dos países em desenvolvimento têm crescido tão rapidamente que ameaçam líderes da indústria mundial", principalmente da Europa e Estados Unidos.

"A indústria precisa conhecer estes novos rivais e agir o mais rápido possível", afirma David Michael, um dos responsáveis pelo estudo intitulado "100 Novos Desafiantes Globais: Como Empresas de Economias em Desenvolvimento estão mudando o Mundo".

"Para aqueles que se movimentarem rápido, essas empresas podem se tornar grandes clientes, fornecedores e até parceiros estratégicos. Para aqueles que não tomarem alguma atitude, as empresas irão representar uma feroz competição e, com o tempo, se transformarem potenciais compradores", continua Michael.

Ao todo, 3.000 empresas foram avaliadas a partir de seus lucros, faturamento, previsão de investimentos e gastos com aquisições. "Com mais de US$ 1,2 trilhão em rendimentos e mais de US$ 1,5 trilhão em aquisições investido por ano, o crescimentos das empresas é formidável", afirma o relatório, disponível no site da Boston Group (www.bcg.com).

O documento menciona ainda o crescimento para além das fronteiras regionais. "Em 2006 essas empresas completaram 72 aquisições internacionais, ante 21 realizadas em 2000. Já a média dessas transações foi de US$ 156 milhões, em 2001, para U$ 981 milhões em 2006."

A consultoria destaca que, desde 2004, o rendimento dessas cem empresas de países em desenvolvimento cresceu três vezes mais rápido que o das 500 maiores companhias dos Estados Unidos, representadas no indicador Standard & Poor's 500, da Bolsa de Valores Nova York.

"Mas as ambições são muito maiores", diz o documento, segundo o qual os rendimentos das empresas chegarão a US$ 3,3 trilhões até 2010 e passarão de U$ 11,8 trilhões em 2015.

Marcadores:

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial