17.4.08

NOTÍCIA DO DIA - Fusão entre comércio e serviços é tendência para os próximos anos

Em palestra a gestores de projetos do Sebrae, realizada na semana passada, o economista Nelson Barrizzelli afirmou que a tendência para os próximos anos é a fusão entre comércio e serviços. Desta maneira, lojistas transformarão seus estabelecimentos em verdadeiros campos de experiência, conhecimento e lazer para seus clientes.
Segundo ele, as vendas e a fidelização da clientela serão conseqüências do novo padrão de relacionamento entre lojas e consumidores. "Serviços são bens intangíveis que uma parte oferece à outra, sem resultar em propriedade de nenhuma das partes", explicou.Já o caso dos produtos é exatamente o contrário. No entanto, ao selecionar mercadorias e dispô-las nas gôndolas para determinado público, o lojista torna-se também um prestador de serviços, de acordo com o economista.
"Lamentavelmente, o empresário do varejo não se vê como serviço e se enxerga apenas como comprador e vendedor de produtos", observou.Varejo está mudando no mundo todoConforme noticiado pela Agência Sebrae, Barrizzelli explicou que, no mundo inteiro, o varejo passa por transformações. E aproveitou para mostrar diversos exemplos de redes e lojas norte-americanas, que implantaram novos padrões de atendimento e relacionamento com clientes e estão alcançando bons resultados nas vendas e fixação de marca.A loja está se transformando em um espaço de experiências a seus freqüentadores, que podem conhecer os produtos e aprender a lidar com eles, antes de efetuar a compra.
Um exemplo dado na palestra dizia respeito às farmácias que praticam o conceito "eqlife", que associa diversos serviços, como sessões de Pilates, lanches, pesquisas sobre tinturas para cabelos, tratamentos preventivos do câncer, até a venda de remédios prescritos por médicos.As inovações tecnológicas, especialmente as que emergiram a partir dos anos 90, revolucionaram, e ainda revolucionam, os mercados. "Nos países emergentes, em que as economias eram mais fechadas, as mudanças demoraram a chegar", disse.
Talvez, por isso, muitas empresas brasileiras ainda não são informatizadas.TendênciasNa loja do futuro (ou melhor, do presente), a disposição dos produtos e informações sobre eles nas lojas devem visar ao auto-atendimento. Os vendedores não abordarão mais os clientes, mas irão aguardar para que sejam procurados.Outra tendência em franco crescimento é a do varejo sem loja, em que as vendas são realizadas por meio de catálogos, linhas 0800, TVs aberta e digital e internet.

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