NOTÍCIA DO DIA - PIB brasileiro cresce 4,3% em 2008 e 3% em 2009
O banco de investimentos Morgan Stanley prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 4,3% neste ano. A projeção manteve-se inalterada diante do recente aumento de taxa Selic. Já para 2009, a instituição calcula que a economia terá uma expansão de apenas 3% em função da desaceleração da economia global.
“Para este ano, não revisamos a projeção do PIB, que continuará crescendo em um ritmo forte, de 4,3%. Entretanto, para 2009, nossa previsão é de crescimento de 3%, abaixo do consenso de mercado, que está perto de 4%. A idéia é que a economia americana, já em recessão, tenha uma recuperação lenta, com impactos para o resto do mundo, que se fazem sentir com defasagens ao longo do tempo”, disse Marcelo Carvalho, economista-chefe do Morgan Stanley no Brasil. Ele participou do comitê estratégico de Economia da Amcham-São Paulo nesta sexta-feira (25/04).
Carvalho acredita que o Banco Central deverá realizar novas elevações na taxa básica de juros. Neste sentido, a previsão de elevação do PIB de 4,3% já reflete os dados positivos de produção e do varejo dos primeiro meses do anocom uma certa desaceleração próxima ao final de 2008. “Acredito que poderemos ter novos aumentos na taxa Selic sim. O próprio Banco Central diz que os 50 pontos básicos de aumento inicial já são uma parte relevante do ajuste total. A interpretação dos analistas é de que esta parte relevante talvez seja um terço ou um quarto do total”, comentou. Segundo o economista, o ciclo de aumento deverá ser de 1,5 a 2 pontos porcentuais.
Déficit na conta corrente
Para o banco Morgan Stanley, o déficit de conta corrente no Brasil será de quase US$ 20 bilhões ou 2% do PIB, muito maior do que o previsto pelo Banco Central, de US$ 12 bilhões. Ele explica esta situação devido à queda acentuada do saldo da balança comercial. “Já faz muito tempo que projetamos que o saldo da balança comercial cairá de US$ 40 bilhões em 2007 para US$ 20 bilhões este ano. O consenso de mercado caminha sistematicamente nesta direção”, disse o economista-chefe.
Segundo Marcelo Carvalho, o valor do déficit comercial não é alarmante, mas a rapidez com que ocorre surpreende. “Com esse déficit, a percepção dos investidores internacionais em relação ao Brasil começa a mudar . Não falo de crise nem catástrofe nenhuma, mas na avaliação dos investidores, os países com superávit estão melhor posicionados.” O economista acrescenta que o déficit em conta corrente é um componente que pode retardar a obtenção do Investment Grade pelo Brasil.
Escalada das commodities
De acordo com o economista-chefe do Morgan Stanley, os relatórios recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam que há um quadro de desaceleração global, com maior impacto nos países desenvolvidos e menor nos emergentes. “Estes documentos também apontam que a inflação é um problema em função do aumento dos preços de commodities em geral , especialmente do petróleo. A demanda cresce muito nos emergentes e a oferta não tem acompanhado”, explicou.
Mas na análise do FMI, compartilhada por ele, a escalada dos preços das commodities deverá ceder, assim como a inflação abrandar. “Minha percepção é que o cenário global de desaceleração vai ter impacto nos preços. Veja que o FMI projeta preços em elevação este ano e queda para 2009, haverá um ajuste”, concluiu. (Amcham News - 28/4/2008)
“Para este ano, não revisamos a projeção do PIB, que continuará crescendo em um ritmo forte, de 4,3%. Entretanto, para 2009, nossa previsão é de crescimento de 3%, abaixo do consenso de mercado, que está perto de 4%. A idéia é que a economia americana, já em recessão, tenha uma recuperação lenta, com impactos para o resto do mundo, que se fazem sentir com defasagens ao longo do tempo”, disse Marcelo Carvalho, economista-chefe do Morgan Stanley no Brasil. Ele participou do comitê estratégico de Economia da Amcham-São Paulo nesta sexta-feira (25/04).
Carvalho acredita que o Banco Central deverá realizar novas elevações na taxa básica de juros. Neste sentido, a previsão de elevação do PIB de 4,3% já reflete os dados positivos de produção e do varejo dos primeiro meses do anocom uma certa desaceleração próxima ao final de 2008. “Acredito que poderemos ter novos aumentos na taxa Selic sim. O próprio Banco Central diz que os 50 pontos básicos de aumento inicial já são uma parte relevante do ajuste total. A interpretação dos analistas é de que esta parte relevante talvez seja um terço ou um quarto do total”, comentou. Segundo o economista, o ciclo de aumento deverá ser de 1,5 a 2 pontos porcentuais.
Déficit na conta corrente
Para o banco Morgan Stanley, o déficit de conta corrente no Brasil será de quase US$ 20 bilhões ou 2% do PIB, muito maior do que o previsto pelo Banco Central, de US$ 12 bilhões. Ele explica esta situação devido à queda acentuada do saldo da balança comercial. “Já faz muito tempo que projetamos que o saldo da balança comercial cairá de US$ 40 bilhões em 2007 para US$ 20 bilhões este ano. O consenso de mercado caminha sistematicamente nesta direção”, disse o economista-chefe.
Segundo Marcelo Carvalho, o valor do déficit comercial não é alarmante, mas a rapidez com que ocorre surpreende. “Com esse déficit, a percepção dos investidores internacionais em relação ao Brasil começa a mudar . Não falo de crise nem catástrofe nenhuma, mas na avaliação dos investidores, os países com superávit estão melhor posicionados.” O economista acrescenta que o déficit em conta corrente é um componente que pode retardar a obtenção do Investment Grade pelo Brasil.
Escalada das commodities
De acordo com o economista-chefe do Morgan Stanley, os relatórios recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam que há um quadro de desaceleração global, com maior impacto nos países desenvolvidos e menor nos emergentes. “Estes documentos também apontam que a inflação é um problema em função do aumento dos preços de commodities em geral , especialmente do petróleo. A demanda cresce muito nos emergentes e a oferta não tem acompanhado”, explicou.
Mas na análise do FMI, compartilhada por ele, a escalada dos preços das commodities deverá ceder, assim como a inflação abrandar. “Minha percepção é que o cenário global de desaceleração vai ter impacto nos preços. Veja que o FMI projeta preços em elevação este ano e queda para 2009, haverá um ajuste”, concluiu. (Amcham News - 28/4/2008)
Marcadores: Cenário Economico

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