OPORTUNIDADE - LIXO PARA UNS, NEGÓCIOS PARA OUTROS

O aquecimento da economia, da produção e das vendas dos mais diversos tipos de produtos no país também traz uma nova preocupação: o que fazer com os resíduos e os lixo gerado pelo consumo. Assim como outros indicadores, o crescimento dos detritos industriais também é cada vez mais expressivo no país.
Anualmente, o Brasil produz 11 milhões de toneladas de lixo eletrônico, 10 milhões de unidades de computadores, 120 milhões de celulares, 18 bilhões de garrafas PET, 14 bilhões de latas de alumínio, 80 milhões de lâmpadas, 9 bilhões de embalagens longa vida, 55 milhões de pneus e 2,6 milhões de automóveis. Só a cidade de São Paulo gera 16 mil toneladas/dia de lixo doméstico.
São números de começam a incomodar os órgãos públicos que, por sua vez, incomodam os fabricantes com ameças de leis mais rígidas para regulamentar o recolhimento e reaproveitamento desse material, a chamada logistica reversa. Esse é o motivo que fez um grupo de empresas que atua nos mais diversos segmentos, como Fnac, Unilever, Colgate-Palmolive, Canon, Philips, Perdigão, Nokia, Abril, Ceva Logistics e PepsiCo, a formarem o Conselho de Logística Reversa do Brasil. De acordo com o seu idealizador, o professor da Universidade Mackenzie, Paulo Roberto Leite, o objetivo da nova entidade é gerar conhecimento para o desenvolvimento de melhores práticas que permitam às empresas promoverem a logística reversa e a transformação dos resíduos em novos insumos de forma eficiente.
Segundo Leite, o retorno de produtos do mercado já é expressivo em alguns segmentos: 98% para latas de alumínio, 80% para baterias de automóveis, 20% a 50% no mercado editorial, 5% a 10% no e-commerce, 10% a 12% nos eletrônicos, 15% para plásticos, 10% a 20% nos computadores e 4% a 6% no varejo.
Marcadores: logística reversa, Reciclagem

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial