TENDÊNCIAS 2008 - Para empresários, 2008 será bom ano, mas menos pujante que 2007
É consenso entre empresários: 2008 deverá ser um bom ano, alavancado sobretudo pelo crescimento de 2007, porém, menos pujante.
Garantidas por contratos de longo prazo, empresas de bens de consumo duráveis, por exemplo, esperam atravessar com certa facilidade um possível tropeço da economia, causado pela retração nos Estados Unidos, e continuar trabalhando com o horizonte de crescimento sustentável.
"Nossa carteira de encomendas está completa para os próximos dois anos", afirma Marcelo Taparelli, diretor-superintendente da Sermatec, fabricante de máquinas para usinas de açúcar. Empresa do grupo Biagi, a Sermatec tem R$ 2,6 bilhões de pedidos em carteira, para os próximos dois anos. "Como nossa carteira até 2010 está quase tomada, estamos estudando investimentos em expansão", diz Taparelli.
Outro setor bastante aquecido, o da construção civil, também tem visão parecida à do de bens de capital. João Claudio Robusti, presidente do Sinduscon (Sindicato da Construção Civil) afirma que só mesmo "uma hecatombe pode parar o crescimento do setor" e, mesmo assim, apenas no quarto trimestre.
"No nosso setor parar é tão difícil quanto começar", diz Robusti. "Uma vez tomada a decisão de investimento, ela só termina com a obra pronta."
Na área de bens de consumo também há boas expectativas para 2008, mas por motivos diferentes. Como a venda dos produtos de massa é atrelada à renda disponível -e essa está crescendo- as empresas contam com bons resultados no primeiro semestre.
"O setor de bebidas acompanha o crescimento do PIB do ano anterior", diz Paulo Macedo, diretor de relações externas da Femsa Mercosul. "Assim, 2008 refletirá o PIB maior de 2007."
Sua maior preocupação diz respeito às medidas que o governo tomará para repor a arrecadação perdida com o fim da CPMF. Isso porque o setor de bebidas alcoólicas costuma ser dos mais atingidos, quando há necessidade de aumento de arrecadação.
"Se houver mesmo o fim da CPMF, o repasse para o consumidor será automático porque o setor é muito competitivo", diz Macedo. "Diminuirá a participação do governo no preço do produto."
Nildemar Secches, presidente da Perdigão, espera que a não aprovação da CPMF seja o motor para os governos federal e estaduais voltarem à discussão da reforma tributária.
"A economia em 2008 deverá ter um bom ritmo e será o momento ideal de discussão da reforma tributária", afirma Secches.
Garantidas por contratos de longo prazo, empresas de bens de consumo duráveis, por exemplo, esperam atravessar com certa facilidade um possível tropeço da economia, causado pela retração nos Estados Unidos, e continuar trabalhando com o horizonte de crescimento sustentável.
"Nossa carteira de encomendas está completa para os próximos dois anos", afirma Marcelo Taparelli, diretor-superintendente da Sermatec, fabricante de máquinas para usinas de açúcar. Empresa do grupo Biagi, a Sermatec tem R$ 2,6 bilhões de pedidos em carteira, para os próximos dois anos. "Como nossa carteira até 2010 está quase tomada, estamos estudando investimentos em expansão", diz Taparelli.
Outro setor bastante aquecido, o da construção civil, também tem visão parecida à do de bens de capital. João Claudio Robusti, presidente do Sinduscon (Sindicato da Construção Civil) afirma que só mesmo "uma hecatombe pode parar o crescimento do setor" e, mesmo assim, apenas no quarto trimestre.
"No nosso setor parar é tão difícil quanto começar", diz Robusti. "Uma vez tomada a decisão de investimento, ela só termina com a obra pronta."
Na área de bens de consumo também há boas expectativas para 2008, mas por motivos diferentes. Como a venda dos produtos de massa é atrelada à renda disponível -e essa está crescendo- as empresas contam com bons resultados no primeiro semestre.
"O setor de bebidas acompanha o crescimento do PIB do ano anterior", diz Paulo Macedo, diretor de relações externas da Femsa Mercosul. "Assim, 2008 refletirá o PIB maior de 2007."
Sua maior preocupação diz respeito às medidas que o governo tomará para repor a arrecadação perdida com o fim da CPMF. Isso porque o setor de bebidas alcoólicas costuma ser dos mais atingidos, quando há necessidade de aumento de arrecadação.
"Se houver mesmo o fim da CPMF, o repasse para o consumidor será automático porque o setor é muito competitivo", diz Macedo. "Diminuirá a participação do governo no preço do produto."
Nildemar Secches, presidente da Perdigão, espera que a não aprovação da CPMF seja o motor para os governos federal e estaduais voltarem à discussão da reforma tributária.
"A economia em 2008 deverá ter um bom ritmo e será o momento ideal de discussão da reforma tributária", afirma Secches.
Marcadores: Tendências 2008

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