RH - Não basta inovar, é preciso comunicar
Em um ambiente tão desfavorável para o empreendedorismo como é o mercado brasileiro, é impressionante a capacidade das pequenas e médias empresas, as chamadas PMEs, não só em crescer mas também em enfrentar a cada vez mais dura competição para atrair, desenvolver e reter talentos. O exemplo está na última edição das 150 melhores empresas para se trabalhar, publicada por uma conceituada publicação especializada em gestão de carreiras.
Do total da lista de 150 organizações, 98 são PMEs (correspondendo a 65,4% do total), sendo 41 organizações de médio porte e 57 de pequeno porte. A publicação ainda apresenta outros números referentes às pequenas e médias empresas que impressionam. Tanto o índice de qualidade no ambiente de trabalho quanto o de felicidade no trabalho atingiram as maiores médias da pesquisa. Ou seja, quem trabalha em PME, em geral, está mais satisfeito do que os contratados nas grandes organizações.
Esses resultados coroam a política de RH das PMEs. Em primeiro lugar, mostra que elas estão sintonizadas com as necessidades e expectativas de seus colaboradores em questões que vão além dos salários e do pacote de benefícios. Em segundo lugar, mostra que também estão alinhadas com objetivos estratégicos de suas organizações, um dos grandes desafios da área de RH hoje.
Porém, na grande maioria dos casos, a visibilidade do trabalho de RH para o mercado fica restrita ao próprio guia das 150 melhores. Isso, é claro, se a sua empresa conseguir fazer parte desta lista. No resto do ano, estas práticas acabam sendo divulgadas apenas para o público interno, ou seja, os próprios colaboradores. Dessa forma, o RH não explora todo o potencial de suas iniciativas e investimentos.
Da mesma maneira com que se preocupa em divulgar as suas atividades para os colaboradores, a área de RH deveria divulgar o seu trabalho fora da empresa. Como fazem as próprias organizações, investir em comunicação dirigida ao mercado é essencial para aumentar não só a visibilidade mas também a credibilidade de suas ações e iniciativas.
A comunicação das ações de RH para o mercado é estratégica e pode trazer vários benefícios. Um dos principais é contribuir para atrair e reter talentos. Divulgando suas melhores práticas, a empresa demonstra transparência na política de gestão de pessoas, o que vem sendo cada vez mais valorizado pelos profissionais, clientes e até mesmo pelos consumidores finais.
Ao mesmo tempo, oferece uma oportunidade para que eles conheçam e se identifiquem com a organização. Ter a política de gestão de pessoas vista e comentada por quem é de fora também é uma forte estratégia para valorizar o RH junto aos próprios talentos internos.
Outro aspecto importante da comunicação das melhores práticas é agregar valor à imagem institucional da organização. Nesse caso, a comunicação tem o papel de mostrar não só os esforços para aumentar a satisfação dos colaboradores, mas também de que eles estão alinhados com os objetivos estratégicos da empresa.
Por fim, a comunicação das políticas de gestão de pessoas para o mercado também contribui para valorizar o papel da própria área de RH dentro da organização. Afinal, ter o trabalho transformado em notícia na mídia nada mais é do que uma forma de reconhecimento dos seus resultados.
O meio mais adequado para comunicar as práticas de RH ao mercado é por meio da imprensa. Além da visibilidade, ela proporciona também a credibilidade do veículo de comunicação que a divulga. Isso vale tanto para um jornal de circulação nacional quanto para um site especializado na área de RH.
Para alcançar os resultados esperados, é essencial que as iniciativas estejam alinhadas com os objetivos da própria área de comunicação da empresa. Por sua vez, ambas devem seguir as diretrizes traçadas pelos objetivos estratégicos da empresa. É essa sintonia que vai garantir a clareza das mensagens e a sinergia em todo o processo.
Vejamos um exemplo. Se um dos objetivos estratégicos da organização é ter produtos inovadores como diferencial, o objetivo de RH deve ser o de estimular o desenvolvimento de uma cultura de inovação no ambiente de trabalho. Seguindo essa linha, a comunicação deve mostrar como a cultura organizacional influencia o desenvolvimento de produtos inovadores.
Além do alinhamento entre objetivos, transformar as práticas de RH em notícias na imprensa de forma a agregar visibilidade e credibilidade, requer o cumprimento de algumas etapas. A primeira delas é o posicionamento de imagem do RH. É a imagem que vai identificar a empresa no que se refere à sua estratégia de gestão de pessoas. Definido o posicionamento de imagem do RH, a próxima etapa é transformar as práticas bem sucedidas em business cases. Para isso é necessário que a prática em questão já tenha sido completada e, inclusive, incorporada à política de gestão de pessoas da empresa. O case também deve apresentar informações detalhadas, inclusive sobre os resultados, tanto quantitativa quanto qualitativamente.
É importante destacar que nestas etapas é fundamental a participação de profissionais de assessoria de imprensa. São eles que irão desenvolver o posicionamento e o business case com elementos que atraiam a atenção dos jornalistas.
Definidos o posicionamento e o business case, a assessoria irá definir a estratégia de comunicação: a forma de divulgação, os veículos de comunicação mais adequados de acordo com o enfoque e o cronograma de divulgação. Ao mesmo tempo, cabe a assessoria realizar o media training, ou seja, a preparação dos porta-vozes da área de RH para atender as solicitações dos jornalistas com as informações mais adequadas.
Marcadores: assessoria de imprensa, comunicacão, Relações Públicas, RH

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