Marketing - a nova fronteira da logística I
Eficiência operacional e baixos custos sempre foram os maiores atributos do setor de logística. Como atividade-meio das indústria e do varejo, operadores logísticos, transportadoras e todas as companhias cujas atividades estão concentradas em movimentação e armazenagem de produtos sempre investiram nestes quesitos para garantir o seu diferencial no mercado.
Porém, entregar o produto certo na hora certa ao menor custo possível deixou de ser um diferencial para se transformar em commodity. O acesso à tecnologia, entrada de novos players e a própria evolução dos conceitos e metodologias praticamente nivelaram o padrão de serviço das empresas. E com a alta competição do setor, tudo indica que esses nivelamento vai aumentar cada vez mais.
Nesse novo momento da logística, sai na frente quem conseguir criar novos diferenciais, estabelecendo um novo nível de competição.
Um exemplo é o da norte-americana UPS. Em vez de só armazenar e entregar, a empresa faz um estudo profundo do modelo de negócio de cada cliente, de modo a descobrir como o seu trabalho pode agregar valor efetivo, chegando inclusive a redesenhar o seu modelo de operação.
Foi o que aconteceu, por exemplo, com os fabricantes de computadores e notebooks, como a Toshiba. Em vez de simplesmente transportar os equipamentos com defeito para a assistência técnica ou para a fábrica, a própria UPS passou a fazer o diagnóstico e até mesmo o conserto dos computadores, com funcionários treinados pela própria Toshiba. Com isso, de semanas, os notebooks passaram a ser consertados em questão de dias.
No Brasil também já existem exemplos desse tipo. Caso da Direct Express, empresa de courier expresso que está se diferenciando ao agregar serviços às entregas expressas. Seus couriers são treinados não só para retirar e entregar mercadorias mas também para testar equipamentos, verificar produtos e até aplicar pesquisas com o cliente que está atendendo.
Além dos serviços, outro diferencial que as empresas de logística precisam buscar é a credibilidade do seu trabalho. Sobretudo no Brasil em que a infraestrutura é precária, as empresas precisam confiar em seus provedores de serviços logísticos, portanto a credibilidade passou a ser também um diferencial.
Para isso, não basta mais ser eficiente e agregar valor por meio de serviços diferenciados. É preciso também mostrar tudo isso. E é aí que entra o marketing.
É por meio dele, principalmente da comunicação da marca, que todos os atributos e diferenciais, assim como a credibilidade da empresa, serão expressos para os seus diferentes públicos.
O marketing e a comunicação passaram a ser a nova fronteira para as empresas de logística.
Marcadores: comunicação, logística, marketing, reputação

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