O sucessor de Star Wars


Depois que a trilogia Star Wars revolucionou a forma de fazer filmes, conquistar o público e ganhar dinheiro no cinema, tanto os estúdios quanto as diretores sonham em realizar um novo Guerra nas Estrelas. Nos últimos anos, tivemos alguns candidatos de peso, entre eles Matrix, Senhor dos Anéis e Harry Potter (infelizmente a seqüência de Star War, que poderia repetir o sucesso da saga, decepcionou).
A seu favor estão o fato de serem trilogias (ou até mesmo séries, como Harry Potter) bem-sucedidas, terem conquistado uma legião de fãs dispostos a se aprofundar na mitologia que criaram através de livros, videogames e merchandising. Se algum deles repetirá o sucesso de George Lucas, somente o tempo dirá.
Mas o maior candidato a sucessor de Star Wars corre por fora, ou seja, está fora do circuito do cinema (por enquanto). Trata-se de Halo, game da Microsoft que teve sua trilogia encerrada em setembro. Campeão de vendas desde sua estréia em 2001, Halo não só consolidou o Microsoft e o seu console Xbox no mundo dos games (dominado pela Sony e seu Play Station) como é considerado por muitos um dos melhores jogos de todos os tempos.
Assim como Star Wars, Halo conquistou uma legião de fãs pela sua mitologia intrincada que pode ser desdobrada em um universo particular, um herói carismático (Master Chief), naves, armas e equipamentos que atiçam a imaginação. Assim como a saga dos cavaleiros jedi para derrotar o imperador Darth Vader e restaurar a república, a luta de Master Chief para salvar a Terra da guerra contra os covenants rendeu, além dos games, uma série de livros, histórias em quadrinhos e uma infinidade de quinquilharias baseadas na história.


E Halo chegar em breve ao cinema. A Microsoft já está negociando a produção do filme com estúdios de cinema. Para transportar Master Chief dos consoles para as salas de cinema, foi recrutado o diretor Peter Jackson (de O Senhor dos Anéis) e ele próprio um fã confesso do game. O filme só não se concretizou ainda por causa da cifra exorbitante para o projeto (US$ 200 milhões).
Outro ponto em comum entre os dois é a visão de marketing. Antevendo uma nova era, George Lucas abriu mão da renda da bilheteria para explorar a imagem dos personagens de seu filme. Da mesma forma, a Microsoft soube explorar todo o potencial de Halo, transcendendo o universo dos games. Atualmente, há jogos tão bons ou até melhores do que Halo em termos de visual, emoção e jogabilidade. Exemplos recentes são o Crisis (EA) e Bioshock, jogos extraordinários, mas que, porém, se restringem ao universo dos jogos.


Halo, porém, foi evoluindo a cada versão, transformado-se de jogo a um fenômeno da cultura pop. Ao contrário de seus concorrentes, a Microsoft não se limitou apenas a aperfeiçoar o jogo e os gráficos, mas expandiu o universo do jogo e todas as suas possibilidades comerciais. Podemos comparar as outras empresas focadas em produto, mas a Microsoft como uma empresa focada em marketing.

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial