Baixa tecnologia também é bom negócio
Numa época em que respiramos tecnologia, vivemos online e em que nossos objetos de desejo do momento são gadgets eletrônicos que se renovam com uma velocidade viral (a Apple que o diga), encontrar gente fissurada por objetos antigos como canetas tinteiro do século passado pode ser considera uma experiência próxima a dar de cara com um extraterrestre!
Os colecionadores de canetas tinteiro (entre os quais este que vos escreve) podem ser exóticos, mas de modo algum são raros ou estão em extinção. Pelo contrário, esse hobby (ou "colecionismo" como alguns preferem chamar) vem ganhando adeptos no mundo todo a cada ano. É só consultar o Google para ver o número de links relacionados ao assunto, indo desde sites informativos às lojas virtuais. Estas últimas são justamente as que mais tem proliferado.
O que não é de se estranhar. Compulsivos e impulsivos, os colecionadores estão sempre à procura de novos itens para suas coleções, que vão desde canetas do início do século passado aos últimos lançamentos. O preço médio de peças mais colecionáveis como a lendária Parker 51 (abaixo) em bom estado varia de R$ 400 a R$ 1.000,00. Modelos mais raros chegam a R$ 1.500,00 a R$ 2.000,00, o equivalente aos gadgets do momento, com a vantagem de que as canetas tendem a valorizar com o tempo, ao contrário de iPods e celulares.
Os valores não parecem assustar os aficcionados. A loja Star Fountain Pen, de Curitiba (PR), comercializa em média 100 pelas por mês e, tal a procura, ganhou uma versão real no ano passado. Fruto da paixão de seu proprietário e idealizador, Humberto Sanches, a Star Fountain Pen é hoje um dos principais sites especializados em comércio de canetas antigas da internet e exemplo de que a tecnologia não é um fim em si, mas uma plataforma para novas idéias e modelos de negócio.Marcadores: canetas tinteiro, Novos negócios, tecnologia

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