15.6.08

OPORTUNIDADE - A ERA DAS MEGATENDÊNCIAS ACABOU

Para Mark Penn, especialista em pesquisas de mercado, a era das megatendências acabou. Os pequenos grupos tornaram-se poderosos e mudam a face da sociedade tal qual a conhecemos. “A maioria das previsões para o futuro são erradas, porque é necessário entender muito melhor o presente”, esclareceu.

Grupos pequenos podem revolucionar um negócio e as estatísticas do Brasil mostram o desenvolvimento de novos mercados. “É uma economia de um trilhão de dólares, baseada em coisas que, antes, eram impensáveis. Os idosos são em maior número, há um crescimento grande no número de consumidores, casais adiam a chegada dos filhos e tornam-se uma classe média que se expande, 45% das mulheres trabalham. Há uma explosão de microtendências no Brasil.”

Penn alerta: “A sociedade é uma massa enorme de contradições. Para cada tendência, há uma contra-tendência”. Para cada grupo mais religioso, há um grupo que fala mais de ciência, por exemplo. O que acontece é que esses extremos tornam-se grandes o suficiente para se tornarem mercados.

Para o estudioso, as sociedades que privilegiam as microtendências são aquelas que privilegiam a individualidade. “Os marketeiros devem pensar em como produzir para o consumidor que quer customizar seu produto ou fazer como a Starbucks, que customiza para ele”, recomenda Penn.

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6.6.08

ESTATÍSTICAS - Número de lançamentos de produtos chegou a 269 mil em 2007

De acordo com o Núcleo de Estudos de Embalagem da ESPM que tomam por base pesquisa da Mintel Group (consultoria inglesa que mede lançamentos de produtos de consumo em nível global a partir do que chega às gôndolas dos supermercados), em 2003 haviam sido lançados 121,3 mil produtos no mercado mundial. Em 2007, esse número mais do que dobrou: 269,3 mil.

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FRASE DA SEMANA


"Hoje, não existe distinção se vamos falar com o consumidor pela internet, pelo celular, pela televisão ou por uma sacola distribuída no supermercado. Procuramos simplesmente o melhor meio para atende à necessidade do cliente, e toda a equipe trabalha em conjunto nisso."


Shelly Lazarus, presidente da Ogylvy & Matter.

Hoje, 56% do faturamento da empresa é proveniente de estratégias centradas em novos meios de comunicação, ante 44% em meios tradicionais.

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OPORTUNIDADE - LIXO PARA UNS, NEGÓCIOS PARA OUTROS


O aquecimento da economia, da produção e das vendas dos mais diversos tipos de produtos no país também traz uma nova preocupação: o que fazer com os resíduos e os lixo gerado pelo consumo. Assim como outros indicadores, o crescimento dos detritos industriais também é cada vez mais expressivo no país.


Anualmente, o Brasil produz 11 milhões de toneladas de lixo eletrônico, 10 milhões de unidades de computadores, 120 milhões de celulares, 18 bilhões de garrafas PET, 14 bilhões de latas de alumínio, 80 milhões de lâmpadas, 9 bilhões de embalagens longa vida, 55 milhões de pneus e 2,6 milhões de automóveis. Só a cidade de São Paulo gera 16 mil toneladas/dia de lixo doméstico.


São números de começam a incomodar os órgãos públicos que, por sua vez, incomodam os fabricantes com ameças de leis mais rígidas para regulamentar o recolhimento e reaproveitamento desse material, a chamada logistica reversa. Esse é o motivo que fez um grupo de empresas que atua nos mais diversos segmentos, como Fnac, Unilever, Colgate-Palmolive, Canon, Philips, Perdigão, Nokia, Abril, Ceva Logistics e PepsiCo, a formarem o Conselho de Logística Reversa do Brasil. De acordo com o seu idealizador, o professor da Universidade Mackenzie, Paulo Roberto Leite, o objetivo da nova entidade é gerar conhecimento para o desenvolvimento de melhores práticas que permitam às empresas promoverem a logística reversa e a transformação dos resíduos em novos insumos de forma eficiente.

Segundo Leite, o retorno de produtos do mercado já é expressivo em alguns segmentos: 98% para latas de alumínio, 80% para baterias de automóveis, 20% a 50% no mercado editorial, 5% a 10% no e-commerce, 10% a 12% nos eletrônicos, 15% para plásticos, 10% a 20% nos computadores e 4% a 6% no varejo.

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5.6.08

NOTICIA DO DIA - CLASSE C, PÚBLICO DE US 410 BILHÕES

Há muitos anos o brasileiro da classe C deixou de ser coadjuvante e tem ocupado um papel cada vez maior na economia do país.

Diferente de há vinte anos, quando havia bem menos produtos e tudo era tão menos acessível, hoje há guerra de preços e economia mais equilibrada.

Num novo cenário econômico brasileiro, a classe C consome mais e com qualidade e o abismo social tem ficado menor. A visão de “rico cada vez mais rico e pobre cada vez mais pobre” não é mais inquestionável e pela primeira vez na história a renda da classe C aumenta mais que das classes A e B. Graças ao crédito, o consumidor das classes “menos favorecidas” mostra que tem grande potencial.

O Brasil não deixou de ser um dos piores países em distribuição de renda, mas depois de quase uma década e meia de aumento do abismo social, uma transformação sutil porém importante vem ocorrendo, no sentido oposto.

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.Dados do IBGE mostram que, em apenas dois anos, os brasileiros das classes D e E deixaram de ser mais da metade da população para representar apenas 39%, índice menor que a atual classe C, enquanto as classes A/B não sofreram alteração até 2007.

Obs.: Renda média por domicílio:

  • classe A (entre R$ 6,6 mil e R$ 11 mil);
  • classe B (entre R$ 2,2 mil e 3,8 mil);
  • classe C (R$ 1,1 mil);
  • classe D (R$ 570) e
  • e classe E (R$ 300).

Graças a alguns fatores, a classe C tem mudado drasticamente seus hábitos de consumo e está no topo das estratégias de grandes empresas como a Positivo Informática (atualmente a 10ª maior fabricante de desktops do mundo), a Microsoft, as Casas Bahia, a Johnson & Johnson, Procter & Gamble, Nestlé e dezenas de construtoras de imóveis populares espalhadas pelo Brasil.

Com o aumento da renda e do emprego, crédito em ascensão (com prazos longos e juros menores) e programas sociais, essa camada passou de 36% em 2006 para 46% em 2007, ou seja, 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza e passaram a integrar a classe que hoje consome mais de R$ 410 bilhões.

O interessante é que, descontando as Casas Bahia e a Positivo Informática, todas as empresas acima apostavam seus esforços e produtos nas classes A e B, mas hoje já produzem especialmente para essa classe consumista emergente.

Ficou claro o importante papel da nova classe emergente para a economia brasileira. Caso reste ainda alguma sombra de dúvida, bastar entrar em um ônibus em qualquer cidade, de preferência nas regiões metropolitanas, no final do expediente de trabalho. Você verá tecnologia em abundância, de celulares touch screen de última geração a aparelhos de MP5, iPods, headphones bluetooth. Vá ao shopping e Mac Donald’s, Giraffas e Habib’s estão lotados.

Ah, mais uma coisinha. Observem nos pés tênis Nike, Adidas, Olympikus e Asics ou nas roupas calças de mais de R$ 60 e camisetas de R$ 30. Antes de lançar campanhas publicitárias ou planejar estratégias de comunicação, lembre-se de incluir esse novo brasileiro consumidor.

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