30.5.08

FRASE DA SEMANA


"Nós todos ríamos de alguns escritores que viam papai como um grande estrategista, que desenvolveu intuitivamente planos complexos e os colocou em prática com precisão. Papai adorava as mudanças e nenhuma decisão nunca foi sagrada."

Jim Walton sobre o seu pai, Sam Walton, fundador do Wal-Mart

28.5.08

OPORTUNIDADE - FAIR TRADE CRESCE 20% AO ANO

Comércio Justo (Fair Trade) é um conceito que visa estabelecer contato direto entre o produtor de alimentos e o consumidor, de forma a reduzir a dependência de atravessadores e a instabilidade do mercado de commodities. Prevê, ainda, a indução de condições necessárias para que o pequeno produtor possa competir com grandes empresas e ter remuneração capaz de garantir sua sobrevivência. Como sua própria definição diz, é obviamente contra trabalho infantil e mão-de-obra escrava, ao mesmo tempo disseminando o respeito ao meio ambiente.
No mundo (que tem na Suíça seu maior expoente), estima-se que o fair trade movimente R$ 2,9 bilhões, um valor modesto mas que vem crescendo a taxas de 20% ao ano. No Brasil, o conceito é disseminado pelo Sebrae, que acredita no potencial de expansão do comércio justo no país. Dado interessante que corrobora com essa expectativa é de que, de acordo com pesquisas internacionais, os consumidores não se preocupam em pagar mais pelos produtos do comércio justo, sendo a preocupação maior com a qualidade.

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NOTÍCIA DO DIA - RECICLAGEM DE GARRAFAS PODE MOVIMENTAR R$ 200 MILHÕES POR ANO

O INBRAVISA - INST. BRAS. DE AUDITORIA EM VIGILÂNCIA SANITÁRIA informa que há cerca de um mês a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução que permite o uso do plástico reciclado de garrafas tipo PET (usadas em refrigerantes) para produção de embalagens de alimentos.
Segundo dados do setor aproximadamente 51% de todo esse material plástico é reciclado, deixando outras 184 milhões de toneladas produzidas por ano nos aterros e lixões.

Para Rui Dammenhain ,diretor presidente do INBRAVISA ,esta resolução irá aumentar a reciclagem desse material,pois a probabilidade é que aumente a coleta do PET por parte dos catadores, já que vai haver um aumento da demanda desse produto.

Dammenhain considera a medida positiva e inteligente do ponto de vista da geração de trabalho e renda.

A técnica de reciclagem começa com uma lavagem química do material, depois passa por um processo de fusão a 280º C, para então ser filtrado. Ao final do processo, o material está tão descontaminado quanto o material virgem.

Uma garrafa PET de plástico reciclado custa cerca de 15% menos do que uma feita com outro tipo de matéria-prima.

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26.5.08

OPORTUNIDADE - APAS: DE RELACIONAMENTO A NEGÓCIOS

Durante muito tempo, as feiras voltadas para o setor de supermercados foram grandes pontos de encontro para relacionamento entre os fornecedores (a maioria esmagadora composta por fabricantes de produtos de consumo) e os seus canais de venda. Negócios eram bem-vindos, mas não eram o foco. Tanto que muitas empresas questionavam a real necessidade de participar de um evento que gerava altos investimentos mas cujos resultados eram intangíveis.

Com a consolidação do setor e o acirramento da concorrência entre as redes em todos os níveis, os eventos tiveram de mudar para atender às novas necessidades (e orçamentos) dos seus clientes. Essa mudança ficou evidente na Apas 2008, que está começou hoje (28) e vai até o dia 29 no Expo Center Norte, em São Paulo. As multinacionais de produtos de consumo (alimentos, bebidas, higiene e beleza, limpeza doméstica) cederam espaço para fabricantes regionais, que competem não só na decoração e tamanho dos estandes como também na qualidade e apresentação de seus produtos.

Outra mudança significativa e que reflete também o mercado atual é a ampla presença de forncedores de equipamentos, soluções e serviços. Antes uma minoria, relegada a espaços discretos nos cantos do evento, hoje eles marcam presença com amplos estandes, lançamentos diferenciados e inovadores. Nesta última edição do evento é possível encontrar equipamentos de refrigeração, material promocional de ponto-de-venda, carrinhos, estantes e equipamentos para movimentação e armazenagem e soluções tecnológicas.

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21.5.08

NOTÍCIA DO DIA - Setor de franquias cresce quase 25% no primeiro trimestre de 2008

Pesquisa realizada pela ABF (Associação Brasileira de Franchising) em parceria com o Provar (Programa de Administração de Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração) e a Felisoni & Associados aponta crescimento de 24,48% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2007, no faturamento do setor de franquias.A expectativa de crescimento para o segundo trimestre é de 11,95%, comparado com o mesmo período de 2007, e de 2,41% em relação ao período de janeiro a março deste ano. No que diz respeito a novas lojas, o setor espera crescimento de 5,27% entre abril e junho de 2008.
DestaquesNesta 4ª edição da pesquisa, 6.851 lojas estão representadas. Os destaques ficam por conta de empresas do setor de Alimentação, que apresentou faturamento 22,39% maior do que o primeiro trimestre de 2007, Educação e Treinamento (16,92%) e Escolas de Idiomas (3,49%).No que se refere a crescimento, foi apurado um aumento de 11,36% no número de lojas do setor de Alimentação, em comparação a 2007, e espera-se uma ampliação de 6,62% para o período de abril a junho deste ano, em relação a janeiro e março.Para os setores de Educação e Treinamento e Escolas de Idiomas, a expectativa de faturamento para o próximo trimestre é de 19,73% e 19,05%, respectivamente.

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20.5.08

OPORTUNIDADE - Mercado imobiliário vai movimentar R$ 535 bi até 2011

Segundo levantamento do BNDES, a construção civil, mais precisamente de imóveis residenciais, deverá ser uma das locomotivas da economia brasileira nos próximos anos. Estima-se que, entre 2008 e 2011 sejam aplicados no setor R$ 535 bilhões, ou 44,1% do total de R$ 1,2 trilhão que todos os setores em conjunto vão aplicar na expansão de suas atividades. Ressalte-se que no estudo ficaram de fora prédios corporativos, imóveis comerciais e galpões industriais.

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16.5.08

OPORTUNIDADE - A VANTAGEM DE SER UMA EMPRESA ÉTICA


O discurso da sustentabilidade, em que a empresa passa a encarar a responsabilidade social e a preservação do meio ambiente como condições tão essenciais como o lucro para a sua perpetuação, tem se transformado em uma eficiente ferramenta de marketing. Companhias investem milhões em ações do gênero, ao mesmo tempo em lançam produtos politicamente corretos para seduzir os consumidores mais receptivos à causa. Mas será que esses consumidores são realmente receptivos a esse apelo sustentável? Ou mais ainda, estão dispostos a pagar mais para sustentar as empresas sutentáveis? Dois pesquisadores da Ivey School Of Business da Universidade de Western Ontario, no Canadá, resolveram fazer uma experiência, com resultados interessantes: - Pessoas com elevado padrão ético recompensam as empresas pagando um elevado adicional pelos produtos sustentavelmente corretos.

- Porém, as empresas não precisam ir muito longe com a responsabilidade social para conquistar os consumidores. Eles irão compensar uma empresa que investe, mesmo que em grau reduzido, na ética de sua produção, tanto quanto na empresa que vai muito além desses esforços.

- Embora a produção ética possa elevar as vendas de um produto, nem todos os consumidores são seduzidos pelo esforço e vão comprar de empresas antiéticas se o preço for mais baixo.

Para os pesquisadores, a conclusão é clara: as empresas deveriam segmentar o mercado e fazer um esforço específico para alcançar compradores com alto padrão ético, pois estes são os que podem trazer os maiores lucros.

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FRASES DA SEMANA

"Você só vai ter contato real com o cliente se acompanhar sua experiência de compra do começo ao fim."

Paulo Jaen, gerente de desenvolvimento de negócios da Sony


"Como os produtos viraram commodities e a competitividade ficou mais forte, o PDV tornou-se estratégico para as marcas expressarem sua individualidade e interagirem com o cliente.

Alberto Sorrentino, sócio da Gouvêa & Souza MD

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15.5.08

OPORTUNIDADE - Faturamento com luxo cresce 17%, diz pesquisa

O "investment grade" dado ao Brasil pela agência de risco Standard & Poor's deverá estimular ainda mais o faturamento do mercado de luxo no país.
"Grandes grupos internacionais olhavam com desconfiança para o Brasil", diz Carlos Ferreirinha, dono da MCF Consultoria. "O grau de investimento trouxe mais segurança. Grandes projetos, antes congelados, agora podem avançar."
Considerando as novas perspectivas, a MCF e a GfK Indicator estimam que a receita do setor ficará entre US$ 5,21 bilhões e US$ 6,75 bilhões. "Tudo dependerá do desempenho da economia brasileira", diz Ricardo Moura, gerente da GfK.
Em 2007, o faturamento do setor no Brasil foi de US$ 5 bilhões, com alta de 17%, descontando a variação cambial. "Os brasileiros estão gastando mais com o luxo, mas esse ritmo não se compara ao de países desenvolvidos nem com Índia, Rússia e China", diz Moura.
Embora a maior parte do consumo no Brasil ocorra no eixo Rio-São Paulo, 55% dos compradores vivem em outras regiões. A pesquisa "O Mercado de luxo no Brasil" mostra que começa a ocorrer uma descentralização, com o surgimento de novos pólos, como Fortaleza, Recife, Salvador e Londrina.
As empresas ampliaram os investimentos. Em 2007, desembolsaram US$ 770 milhões -em 2006, US$ 680 milhões.
Outro destaque é o perfil do consumidor. O levantamento aponta que 12% vão às compras pelo menos uma vez por semana, 36% consomem, no mínimo, uma vez por mês. A maioria ainda gasta com menos freqüência.

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14.5.08

NOTÍCIA DO DIA - Mercado nacional de software cresceu 22,3% em 2007

A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) divulga a pesquisa “Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências” edição 2008, levantamento conduzido pelo International Data Corporation (IDC). Realizada junto a fornecedores, desenvolvedores e exportadores de software, o objetivo da análise é apresentar uma radiografia do setor no país.

De acordo com o estudo, o mercado nacional de software e serviços subiu uma posição no cenário mundial, passando para a 12ª posição. Em 2007 o segmento movimentou cerca de US$ 11,12 bilhões, um aumento de 22,3% em relação ao ano anterior. Desse total, US$ 4,19 bilhões refere-se a softwares, o que representa 1,6% do mercado mundial, e US$ 6,93 bilhões dizem respeito a serviços.

Segundo o relatório, quase 50% da demanda é proveniente dos setores financeiro e industrial, seguido por serviços, comércio, governo, agroindústria e outros, uma tendência que vem se repetindo nos últimos anos. A expectativa é que os investimentos em TI no país cresçam em 2008, já que o mercado está aquecido.

Outro dado importante está relacionado ao desenvolvimento nacional de programas de computador. Somente no último ano essa atividade representou 33,6% do mercado, o que confirma a tendência de crescimento apontada desde 2004, quando essa participação era de 27%. Segundo o estudo, até o final de 2010 poderá superar os 40%.

Atualmente o segmento é composto por 7.937 companhias. Dos 94% das organizações que se dedicam ao desenvolvimento e produção de programas de computador são classificadas como micro e pequenas empresas. Ainda sobre a composição do setor, concluiu-se que mais da metade delas atuam na distribuição e comercialização de softwares.

Em 2007, o mercado mundial de Tecnologia da Informação movimentou cerca de US$ 1,3 trilhão e o latino-americano US$ 47,7 bilhões. Nesse contexto o Brasil correspondeu a 43,4%.

A pesquisa revela ainda algumas tendências a curto, médio e longo prazos. As empresas deverão investir em segurança, em soluções de Business Process Management (BPM) e Business Intelligence (BI), além de ferramentas que possibilitem melhorar a gestão dos projetos de TI. Outras apostas são Software como Serviço, Arquitetura Orientada a Serviço e TI Verde.

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13.5.08

OPORTUNIDADE - Especialista desvenda dez mitos sobre a internet; leia artigo completo

É verdade que todos estão usando a internet? Que a internet será uma grande força democratizante? Que a informação digital eliminará os livros? Que as ligações telefônicas via web aniquilarão as companhias telefônicas? Estas e outras "verdades" sobre a web são discutidas e desvendadas no artigo "Dez mitos da internet", do especialista Karl Albrecht.

Reprodução
Livro traz autores e conceitos imprescindíveis sobre o e-business
Livro traz autores e conceitos imprescindíveis sobre o e-business

O artigo, que pode ser lido abaixo, está no livro "E-business e Tecnologia - Autores e Conceitos Imprescindíveis", da Publifolha, que reúne idéias-chave dos principais pensadores da atualidade sobre internet, tecnologia e como ganhar dinheiro na nova era digital.

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Artigo de Karl Albrecht

Guru futurista, Karl Albrecht é reconhecido internacionalmente como o pioneiro da "revolução dos serviços". Preside o conselho de administração do grupo Karl Albrecht International, que abrange firma de consultoria, empresa de organização de seminários e editora, e tem como clientes empresas do porte de Xerox, IBM, Volkswagen, Du Pont, Shell e Chrysler. O especialista é autor de mais de 20 livros, vários deles lançados no Brasil, como "Radar Corporativo", "Revolução nos Serviços", "A Única Coisa que Importa", "Serviços Internos", "Programando o Futuro" e "Agregando Valor à Negociação e Serviços com Qualidade", entre outros. Pode-se dizer que foi um dos primeiros céticos sobre a Internet. Quando todo mundo achava que só havia o cenário cor-de-rosa em torno da rede mundial dos computadores, Albrecht já apontava algumas áreas cinzentas, expressando suas dúvidas e desconfianças com irreverência.

DEZ MITOS DA INTERNET

Os computadores e as redes de informação chegaram para ficar. Esses mecanismos trouxeram ganhos para os negócios, para a educação e para a vida privada, mas os benefícios -e problemas- ainda por vir estão seguramente além de nossa imaginação. Mesmo assim, poucos avanços em nossa cultura desfrutaram tanta isenção de análise lógica como a loucura pela Internet. Apesar de sinais claros de que a rede mundial de computadores não sobreviverá como uma estrutura monolítica de informação, a moda continua como uma força indomável a devorar tudo em seu caminho [este artigo foi publicado em julho/agosto de 1998].

A confluência de propagandistas da "teologia Internet", também conhecidos como "conspiração minha-nossa!" ("Gee-Whiz", no original), vem obtendo notável sucesso ao vender suas idéias para jornalistas, personalidades políticas e grande parte do público. Essa "teologia", no entanto, está equivocada na essência, distorcida por filtros do pensamento tecnológico e dos valores da classe média alta. Além disso, ignora uma visão mais ampla de cultura, necessidades humanas e necessidades empresariais.

A maioria dos benefícios atribuídos à atual estrutura da Internet por esse grupo de pessoas provavelmente não se concretizará. Há pelo menos dez mitos sobre a rede mundial de computadores que são amplamente aceitos, mas que não se confirmam na prática.

OS DEZ MITOS

Mito nº 1: todos estão usando a Internet. Os propagandistas da rede reivindicam uma população on-line de 40 milhões ou mais de pessoas. Não acredito nem por um segundo nesse número. Sem comprovação, é difícil validar qualquer alegação do gênero, embora a maioria das pessoas pareça aceitá-la sem questionamento. Isso inclui apenas as contas ativas da Internet ou todas as pessoas que possivelmente estariam conectadas? Qualquer um com um microcomputador e um modem? A família toda, se houver um micro na casa? E que padrão de atividade define um usuário? Diário? Semanal? Mensal? Uma vez na vida? Até Andrew Grove, presidente da Intel e respeitado guru da revolução digital, reconheceu que se conecta à Internet "talvez duas horas por mês". A cobertura jornalística passa a impressão de que todo adolescente dos Estados Unidos navega pela rede. E estamos ainda longe disso.

Mito nº 2: o número de usuários crescerá sem limites. Esse é um caso claro de projeção prematura. É a mesma psicologia que impulsionou todas as ondas imobiliárias, as euforias dos mercados de ações e loucuras históricas como o "Surto das Tulipas" da Holanda da década de 1630 (veja quadro na pág. 100 com glossário) ou o "O Conto do Mar do Sul", no Reino Unido de 1720. Nada deve ser elevado aos céus, e quem não entende o Princípio da Curva S acaba aprendendo na prática.

Mito nº 3: a Internet será a "grande força democratizante". Na verdade, ela pode ter efeito exatamente oposto. Ela pode aumentar a disparidade entre os que têm e os que não têm. Apesar dos comerciais politicamente corretos que mostram uma encantadora menininha negra na África se conectando à Internet, os pobres e os desnorteados não serão alçados de suas circunstâncias econômicas pelo computador ou pela Web. Eles estão presos a um paradigma muito diferente. A visão da classe média alta de que tudo que é preciso fazer é "dar-lhes computadores" cheira novamente a Grande Sociedade. É o equivalente cibernético de "que comam brioches".

Mito nº 4: a Internet é uma comunidade mundial.Um famoso pôster do personagem de quadrinhos Dilbert pergunta: "E se Deus for a consciência que se criará quando um número suficiente de pessoas estiver conectado à Internet?". Esse é um pensamento fanático da mais alta perversidade e passa por todos os testes de admissão à mentalidade dos cultos religiosos. Aí está uma demonstração perturbadora da visão mundial narcisista e auto-adulatória dos que se consideram iluminados, uma irmandade especial detentora de segredos não acessíveis aos comuns dos mortais. À medida que a Internet começar a se "desconstruir" e seus clientes mais prezados forem para outro lugar na inevitável busca da qualidade, a única "comunidade" restante será a dos pervertidos, pornografistas, pedófilos, cafetões, piratas e uma miscelânea de desnorteados e descontentes.

Mito nº 5: a rede mundial revolucionará o marketing. Nem que a vaca tussa. Esse é o mais sagrado dos cânones da "teologia Internet" e é também o menos provável de se concretizar. Na maioria, os que vendem coisas online são pessoas da Internet negociando umas com as outras. Com poucas exceções, o marketing das homepages, o marketing de mala direta em massa e as compras on-line são - e continuarão sendo - uma grande sonolência. Muitas das grandes empresas encaram sua página corporativa na Internet como um modismo ligeiramente mais sofisticado.

Mito nº 6: a Internet eliminará os intermediários. Presumivelmente cada uma dos 40 milhões, 50 milhões ou 100 milhões de pessoas na Internet pode fazer negócios diretamente com cada uma das outras. Se você quiser vender seu carro, basta mandar uns 10 mil anúncios por correio eletrônico e os interessados irão até sua página na Web. Isso pode até funcionar em uma população ao redor de mil pessoas. Mas com milhões de usuários o engarrafamento de informações ainda fará do classificado de US$ 5 no jornal uma opção melhor. Esse mito é um exemplo típico da aplicação do pensamento da "Segunda Onda", ou seja, marketing de massa, em um fenômeno de "Terceira Onda", de marketing personalizado. É como um gigantesco programa de entrevistas sem entrevistador. A vasta gama de fontes de dados da mais alta qualidade por si só aumentará a demanda por intermediários, em vez de reduzi-la.

Mito nº 7: a informação digital eliminará os livros. Uma das lojas mais conhecidas da Web é paradoxalmente uma que vende livros (a Amazon). Tais vendas estão subindo constantemente em quase todos os gêneros, e os clientes continuam transbordando nas megalivrarias. Enquanto isso, quase todos os principais editores de CD-ROM vêm acumulando prejuízos. Os clientes parecem nem ligar e isso levou as empresas a cortar investimentos nos produtos digitais não-impressos. Quais os poucos produtos de sucesso em CD? Os jogos. A Web é um meio de entrega ideal para material de contracultura de todos os tipos, como manifestos anarquistas, software pirateado e outras falsificações, além da vociferação dos descontentes que sofrem da síndrome de inadequação. As editoras comerciais fornecem exatamente o que os amadores não conseguem, ou seja, produtos de informação bem concebidos, bem produzidos e de alta qualidade que exigem talento e investimento. Os livros continuarão existindo, por razões tanto humanas como comerciais.

Mito nº 8: todos vão poder se tornar editores. Isso, infelizmente, é verdade. Contudo, apenas se definirmos "edição" em termos bastante restritos. O presidente dos Estados Unidos tem uma homepage. A Nasa idem e a Associação Americana de Amor ao Menino-Homem também. O mesmo vale para o assassino Charles Manson. E para Edgard Malvern. Você não conhece Malvern? Nem eu. A Internet está em um estágio terminal de poluição de informação exatamente porque qualquer vagabundo pode despejar suas porcarias no rio cada vez mais cheio de ciberlixo. É a Lei da Informação de Gresham, e seus efeitos já são aparentes. A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que estendeu a proteção da Primeira Emenda da Constituição aos operadores de sites que divulgam material pornográfico on-line para crianças, fará mais para apressar o declínio da Internet em sua forma atual do que qualquer lei que o Congresso possa promulgar. Essa mesma "democracia" condenará a Internet ao papel de parque de diversões digital. Os sites terão toda a liberdade de expressão que quiserem e os fornecedores de produtos on-line de qualidade ficarão com todos os clientes de maior discernimento. Os especialistas universitários que construíram a Internet original estão trabalhando na "Internet 2" para atender a suas necessidades específicas. Preste atenção também no importante papel que as bibliotecas públicas desempenharão quando a qualidade se tornar um fator decisivo. Albert Einstein uma vez comentou: "Eu aceito a alegação de que um espertinho é 'tão bom quanto' um gênio, mas não concordo que dois espertinhos sejam 'melhores' do que um gênio".

Mito nº 9: o NetPhone acabará com as companhias telefônicas de interurbanos.
A perspectiva de ligar um microfone em seu computador e conversar com seus amigos do mundo inteiro a um custo praticamente zero é propalada por várias companhias que fabricam tais produtos. No entanto, o desempenho desses produtos está indefinidamente comprometido pela estrutura técnica da rede, e a alegada vantagem de custo parece mais uma miragem. O uso intenso da Internet será considerado abuso dos serviços telefônicos
locais. Os usuários não pagam um centavo às companhias pelo acesso. O dinheiro vai para os operadores de computador e a maioria cometeu o erro fatal de oferecer tempo on-line ilimitado por uma quantia mensal fixa. Ilimitado, para muitos viciados em Internet, significa 24 horas por dia. Muitos deles deixam o computador conectado mesmo quando saem de casa, estrangulando as linhas telefônicas de tal forma que outros clientes não podem fazer chamadas. As telefônicas locais e outras compatibilizarão o preço do serviço para recuperar seus custos. O NetPhone continuará sendo um brinquedo de fanáticos, mesmo que suas limitações técnicas sejam superadas.

Mito nº 10: o NetComputer será a próxima grande revolução. O computador da Internet, ou NetComputer, ou NetPC, será um brinquedinho de baixo preço e capacidade pequena. O usuário se conectará à rede e utilizará o software residente instalado em computadores distantes. As informações desejadas chegarão embaladas em seu respectivo programinha, que se ativa no momento da chegada, executa as funções necessárias e, então, desaparece. Esse conceito tem brechas demais para serem enumeradas rapidamente. Sua falha fatal, no entanto, é que ele é um produto político, bolado por um grupo de executivos do Vale do Silício para quebrar o domínio mundial da Microsoft no mercado de software. Seus defensores aprenderiam uma difícil lição sem muitos problemas se estudassem um produto lançado pela IBM no início da década de 80 chamado PC Junior. Era um projeto modesto, de baixo custo, que se parecia mais com um brinquedo do que com um computador. A suposição de que uma multidão estava esperando por computadores domésticos quando os preços baixassem não se confirmou. Após uma campanha publicitária fracassada que trazia um personagem de Charles Chaplin e criancinhas encantadoras, a IBM enterrou a idéia, junto com US$ 100 milhões. Destino semelhante aguarda a tão propalada Web-TV, uma tentativa de vender um produto barato que transforma a TV em um computador, ou vice-versa.

A TERRÍVEL VERDADE

A realidade nua e crua é que nem todo mundo no planeta aprecia um computador ou está delirando para "navegar na Net". Em verdade, a maioria nem quer.

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12.5.08

NOTÍCIA DO DIA - Imprensa britânica destaca momento econômico do Brasil


Avaliações positivas sobre o Brasil continuam surgindo na imprensa britânica. A edição de hoje do jornal Financial Times (FT) diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve deixar o cargo em 2010 como "o presidente do grau de investimento". Já seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, ficou conhecido como o "presidente do apagão", apesar de ter deixado a estabilidade econômica do País que tornou Lula tão popular. Já para o jornal The Guardian, "o país do futuro finalmente chegou", conforme edição de sábado.

As duas publicações destacam os avanços econômicos obtidos pelo Brasil nos últimos anos. "Após anos de desaceleração, a economia está zunindo alegremente. O investimento, o crédito e o emprego estão em níveis não vistos há décadas. O consumo está galopando, assim como a popularidade do Sr. Lula da Silva", afirma o FT.

"Apesar da crise econômica, o governo brasileiro recentemente elevou a projeção de crescimento para este ano a 5% - menor do que os outros países emergentes em destaque, conhecidos como Bric - Rússia, Índia e China - mas impressionante para um país em desenvolvimento", aponta o Guardian.

O jornal lembra que durante muitos anos o Brasil foi tratado como "o país do futuro", mas uma série de crises políticas e econômicas fazia com que essa condição não fosse atingida. "Agora as coisas parecem estar mudando", afirma. "De laranjas e minério de ferro a biocombustíveis, as exportações brasileiras estão crescendo rapidamente, criando uma nova geração de magnatas."

Gargalos

Para o FT, resta saber se a "extraordinária" sorte política de Lula vai continuar. O jornal lembra que o presidente superou o escândalo do mensalão. No entanto, o Congresso está paralisado. Além disso, a política fiscal do País, ao contrário da monetária, continua heterodoxa, com aumento dos gastos públicos e da dívida interna.

Com o Congresso em pouca atividade, é improvável que a política fiscal brasileira passe por mudanças, avalia o FT. "Esse pode não ser um problema imediato, desde que os preços das matérias-primas (commodities) continuem elevados e o investimento estrangeiro direto (IED) siga cobrindo o recém adquirido déficit em conta corrente brasileiro (saldo negativo de todas as transações do País com o exterior)."

Conforme o Guardian, os efeitos de uma possível queda nas cotações das commodities levantam incertezas. "Alguns acreditam que isso resultaria em um final dramático para o 'boom' do Brasil", diz. "Outros questionam se os sistemas de infra-estrutura e de educação são fortes o suficiente para manter o momento econômico."

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9.5.08

NOTÍCIA DO DIA - Brasil terá 100 milhões de PCs até 2012, estima FGV


O crescimento do mercado de computadores no Brasil - estimulado por isenção fiscal, crédito e aumento da renda da população - fará com que o país ultrapasse a barreira dos 100 milhões de máquinas (corporativas e domésticas) entre 2011 e 2012, o dobro do número de PCs existentes atualmente. A estimativa foi divulgada ontem, na 19ª Pesquisa Anual da Faculdade Getúlio Vargas/Easesp/CIA, intitulada Mercado Brasileiro de Informática e Uso nas Empresas. O estudo foi realizado a partir das respostas de 1,7 mil empresas entre setembro passado e abril de 2008.
Segundo a pesquisa, apesar do boom das vendas de computadores no ano passado no Brasil - que, pela primeira vez, superaram a venda de aparelhos de televisão -, ainda há um longo caminho para universalizar o acesso da população à tecnologia. Os PCs atingem apenas 26% da população brasileira. A quantidade é maior que a média mundial, de 21% de pessoas com acesso a computadores, num total de 1,4 bilhão de máquinas. Mas está muito longe dos 89% verificados nos Estados Unidos, com 270 milhões de computadores. "A continuar o cenário econômico, vamos ter um crescimento de 20% a 30% por ano até 2012", afirma Fernando Meirelles, professor titular da FGV-Easesp e coordenador da pesquisa.
As companhias (de grande, médio e pequeno porte) irão estimular o setor também, que movimenta cerca de US$ 150 bilhões. "Hoje, quase metade do total dos investimentos das empresas (que incluem, por exemplo, expansão de fábricas e compra de máquinas) são em tecnologia", diz Meirelles.
Em 2007, as empresas gastaram, em média, 5,7% de sua receita líquida em tecnologia da informação, valor bem superior ao 1,3% de investimento em 1988. "Desse total investido, mais da metade foi gasto com serviços e menos de um terço com software", afirma o professor. "Hoje em dia, geralmente a licença do software está embutida no serviço", explica. Porém, o investimento difere dependendo do setor. As empresas de serviços investiram 8,2% de sua receita líquida em tecnologia; a indústria gastou 3,8% e o comércio, 2,6%. Para este ano, Meirelles estima um investimento maior que 6% da receita líquida em tecnologia.
Dentro desse volume, 1,21% da receita líquida das empresas no ano passado foi investido no comércio eletrônico, de acordo com a 10ª edição da pesquisa Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro, da FGV-Eaesp.
Segundo Alberto Luiz Albertin, coordenador do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada e do Programa de Excelência em Negócios na Era Digital, do total de transações negócio-a-negócio, 55,33% são realizadas no comércio eletrônico. Na relação das companhias com os consumidores, 19,18% são feitas pelo meio eletrônico. (Valor Econômico - 9/5/2008)

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OPORTUNIDADE - São Paulo tem R$ 33,5 bilhões de prejuízo por causa do trânsito


Levantamento feito pelo economista e professor Marcos Cintra, da FGV, aponta prejuízo anual de R$ 33,5 bilhões por ano provocado pelos congestionamentos de São Paulo. Cintra chegou a esse valor calculando os custos de oportunidade e mão-de-obra somado ao custo pecuniário em 2008. O primeiro soma R$ 27 bilhões e o segundo R$ 6,5 bilhões. O custo de oportunidade se baseia naquilo que o cidadão deixa de fazer enquanto está parado no trânsito, seja relativo ao trabalho ou ao lazer. O custo pecuniário ocorre quando o cidadão ou a sociedade põe a mão no bolso para pagar o preço da lentidão do tráfego.

Cintra divide o custo em três itens: custo adicional de combustível (R$ 4,154 bilhões), custo de saúde pública gerado pela poluição (R$ 406 milhões) e custo adicional do transnporte de carga (R$ 1,955 bilhão).

De acordo com a CET, pelas manhãs os automóveis percorrem uma média de 27 km em uma hora. Os ônibus não passam de 12 km.

No Rio de Janeiro, o professor de Engenharia e Transportes da Coppe/UFRJ, Ronaldo Balassiano, calculou que o prejuízo gerado pelo trânsito chega a R$ 12 bilhões em uma estimativa bastante consevadora. (Valor Economico 25/4/2008)

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FRASE DA SEMANA


"Há muita gente dizendo que será curta e superficial, mas parece justamente o contrário. De qualquer forma, eu não invisto um centavo baseado em estimativas macroeconômicas; assim, não acho que as pessoas devam vender suas ações por causa disso. Também não devem comprar ações por causa disso." Warrer Buffet, a alunos da Wharton University que o visitaram, sobre a crise norte-americana e o mercado de ações.

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7.5.08

NOTÍCIA DO DIA - IBM CEO Study 2008


Nesta terça-feira, 6 de maio, a IBM divulgou o CEO Study. Essa pesquisa é realizada a cada dois anos com mais de mil CEOs em todo o mundo e é considerada o mais importante estudo conduzido por esta empresa de consultoria.Em entrevista exclusiva à HSM On-line, o respeitado diretor da IBM do Brasil, Ricardo Gómez, relata as principais conclusões tiradas dessa iniciativa.Entrevista:O tema da pesquisa com CEOs é “O desafio do futuro”.

O que levou a IBM a escolher esse tema e qual o seu escopo?
O objetivo da IBM, ao realizar estudos dessa magnitude, é divulgar o pensamento das empresas, aperfeiçoar a maneira como elas trabalham e aumentar o nível de satisfação no uso de produtos e serviços, entre outros. Acreditamos que esse estudo é um instrumento que contribui para aperfeiçoar a forma como a população em geral utiliza, consome e aproveita os produtos e serviços. O que nos levou a escolher esse tema foi, primeiramente, o cenário da economia mundial, fundamentado em três aspectos: a existência de clientes novos, que são cada dia mais exigentes e que afetam a maneira como as empresas trabalham. Outro motivo foi a integração global, muito mais intensa e presente no nosso dia-a-dia em relação ao que era há dois anos. O terceiro aspecto considerado foi a inovação no modelo de negócio, pois, no passado, ela era focada em produtos e serviços e agora foca a forma como a empresa é organizada. O estudo foi conduzido para desafiar os CEOs a se posicionarem sobre esses três itens.

Quais foram os principais findings desse estudo?
O primeiro finding desse estudo é que a percepção dos CEOs em relação à necessidade de mudança aumentou muito. Há dois anos, 65% dos CEOs esperavam uma mudança significativa nos anos seguintes. Esse número saltou para 85%.A segunda conclusão foi o aumento do gap existente entre as mudanças que são percebidas e a capacidade que os CEOs possuem para enfrentá-las com sucesso. Há, portanto, hoje, uma preocupação maior dos CEOs (evolução de 8% para 22%) com as mudanças. Eles percebem que elas estão ocorrendo de modo mais intenso e que eles não conseguem obter sucesso na mesma proporção em que elas ocorrem.


Que agentes, internos ou externos, agiram para que esse índice quase triplicasse?Fundamentalmente, isso foi devido à maior integração global, ao maior número de players atuando em uma quantidade bem maior de países, aos consumidores cada vez mais exigentes e ao impacto da tecnologia nos modelos de negócios – a internet é um bom exemplo disso: a competição virtual não existia no passado. Assim, houve um aumento do gap mudança-enfrentamento, mas não em função de um pessimismo gerado pela necessidade de mudanças e sim pela perspectiva de mudanças muito mais intensas.


A percepção desse gap varia, entre os CEOs, de região para região?
Os CEOs latino-americanos não têm uma percepção tão elevada do gap. Na América Latina, o índice dessa percepção atinge apenas 5%.


E qual seria o motivo disso?
Existem algumas hipóteses, mas acreditamos que eles são um pouco menos atingidos pelo cenário de mudanças e se sentem melhor preparados para enfrentá-las. Mas, na realidade, nossa interpretação sobre esse número é que o mercado latino-americano ainda não sofreu um ataque de caráter competitivo tão forte como aqueles que ocorrem nos mercados norte-americanos, nos europeus e nos asiáticos emergentes. É raro acontecer de empresas norte-americanas não possuírem uma estratégia para atuar em mercados como China e Índia, mas muitas não têm uma estratégia para atuar no Brasil.


Então, é natural que, na Ásia, a competição seja muito mais acirrada.Alguma outra conclusão importante?
Sim, aquela que diz respeito às mudanças dos consumidores e clientes. Primeiramente, existe uma mudança associada ao volume de consumidores, que aumentou muito. As classes C e D nos países emergentes estão consumindo muito mais, inclusive no Brasil. Em segundo lugar, a sofisticação dos consumidores também aumentou muito. O acesso à internet permite uma comparação melhor de produtos concorrentes. No passado, a empresa tinha muito mais controle sobre a opinião do consumidor e o influenciava mais facilmente através de iniciativas de marketing e propaganda. Hoje, o consumidor consegue a informação de uma maneira muito mais organizada e ágil e, portanto, está mais bem preparado para tomar sua decisão de compra. 53% dos consumidores do varejo dizem que pesquisam os produtos na internet antes de fazer a compra. O que é mais interessante é que 25% desse contingente fazem isso de dentro da própria loja em que ele se encontra, utilizando a telecomunicação móvel. No entanto, um dado importante é que os CEOs das empresas médias e grandes que participaram do estudo vêem isso como um aspecto positivo, ou seja, eles preferem que o consumidor esteja mais bem preparado, pois isso torna mais fácil demonstrar, com maior eficácia, o valor de seu produto. Dessa maneira, essas empresas conseguem sair do mundo das commodities. Os consumidores, mais bem informados, percebem que produtos, eventualmente mais caros, oferecem atributos agregados, como o pós-venda, muito melhores.


Que tipo de ações eles, CEOs, pretendem tomar para atrair esses consumidores mais sofisticados?
No estudo anterior, 16,7% deles disseram que aumentariam o investimento para atrair esse cliente mais sofisticado e, agora, esse índice pulou para 20,4%. Houve um crescimento de 22% nos investimentos para capturar e influenciar consumidores mais bem informados.


E quanto à integração global, que você já mencionou?
A integração global passa a não ser mais apenas um conceito, mas torna-se presente verdadeiramente em todas as regiões do mundo. Não somente os mercados maduros atacam os mercados emergentes, mas o oposto também. A questão é que, quando uma empresa que possui um bom produto comercializado localmente torna-se exportadora, ela passa a precisar de competências logísticas, tributárias e de outras naturezas, que, até então, não precisava ter. Ela passa, também, a investir no conhecimento sobre os consumidores dos novos mercados onde deseja atuar. Percebemos que é através das parcerias que elas maximizam a obtenção dessas competências. Por exemplo, em vez de investir na área de apoio à operação, pode ser mais interessante fechar uma parceria com uma empresa de logística. Em vez de desenvolver uma competência de exportação, desenvolver uma parceria com uma trading presente no mercado a ser penetrado, para ela ser seu ponto de apoio nesse local.


A parceria passa a ser um instrumento para que os mercados integrados globalmente sejam alcançados.Quais empresas estão lidando com essa integração global?
O estudo apontou que existem quatro tipos diferentes delas: há empresas extensivamente globalizadas, com estratégia global de mercado, de produto, de tecnologia, de modelo organizacional. Há também empresas cujo modelo de negócio é globalizado, mas ainda necessitam e usufruem das competências locais. Essas empresas lançam produtos locais, a política de RH é local, a política de TI também é, os modelos organizacionais são diferentes de país para país, ou seja, são empresas multinacionais não integradas globalmente. Existe o modelo misto de empresa, que possui algumas estratégias globais, porém conta com uma operação local muito forte e, com isso, as filiais têm mais independência em relação à matriz. Finalmente, existe a empresa essencialmente local, mesmo sendo uma multinacional. Esses quatro modelos coexistem em quantidades similares. A tendência das empresas, no entanto, é migrar para o modelo globalizado. A empresa de sucesso no futuro é aquela que enxerga a integração global como um valor a ser perseguido e encontra o ponto ótimo entre a estratégia mundial e a implementação local.


Que abordagens elas precisam adotar para identificar esse ponto ótimo?
Como já foi dito, investir no conhecimento do consumidor, pois, assim, elas irão identificar até que ponto um determinado produto deve ser exatamente igual em todos os países e até que ponto pequenas modificações podem fazer a diferença.Esse aspecto liga-se a outra conclusão: os CEOs entendem que as empresas precisam se reinventar constantemente e estar abertas para entender que os modelos que as levaram ao sucesso não necessariamente perpetuarão esse status no futuro. A empresa precisa ser desbravadora e ter a ousadia de redesenhar e redefinir os processos, porque o mercado é mutante e é preciso antecipar-se a esse movimento.Existem ferramentas que auxiliam as empresas a fazer isso?Sim, existem. A IBM possui uma ferramenta chamada CBM (Component-based Modeling). Fazendo uso dela, a empresa é vista não de maneira única, mas em componentes: processos financeiros, logísticos, manufatura, marketing, RH, etc. e, a partir daí, adota-se uma estratégia e um modelo de negócio para cada componente. Para uma empresa de bens de consumo, raramente o diferencial será o gerenciamento da manutenção, e sim, provavelmente, o gerenciamento da marca. Essa ferramenta ajuda a empresa a se mapear e a desenvolver uma estratégia para cada componente do seu negócio.


E quanto à questão da responsabilidade social, tão discutida nos dias de hoje no mundo dos negócios? Alguma conclusão interessante nessa área?
Sim, os CEOs percebem que suas empresas precisam ser genuínas e não generosas. Isso significa dizer que não há espaço para oportunismos. A empresa deve se preocupar com a maneira como os empregados trabalham, se os fornecedores utilizam mão-de-obra infantil, se o produto que elas produzem não agridem a natureza, etc. Em outras palavras, as empresas, no entender dos CEOs precisam ter uma atuação social mais ampla, o que difere muito de dar uma ajuda financeira a uma ONG. O termo é importante: é preciso que elas sejam genuínas e não apenas parecer ser preocupadas com a questão ambiental. A maneira como elas atuam no mercado passa a ser percebido como valor pelos consumidores. Claro que isso demanda investimentos, mas, no futuro, elas sairão beneficiadas.


Que empresas estariam mais aptas para gerenciar tantas mudanças? Que características elas têm em comum?
Aquelas que demonstram ter maior interesses pelos pontos identificados pelo CEO Study. Observa-se uma aderência muito grande das empresas cuja performance é destacada aos aspectos que o estudo salientou. O próprio estudo aponta as empresas de melhor performance e as de performance inferior, e nota-se claramente uma aderência das primeiras no que se refere aos investimentos no conhecimento do consumidor, nas parcerias, na questão ambiental etc.


Basta saber o que o cliente quer para ser uma empresa bem-sucedida?
Não. Hoje, se você perguntar ao cliente cada vez mais exigente o que ele quer, obterá como resposta o seguinte: “Não sei, surpreenda-me”. O interessante é que aquilo que o surpreende no primeiro momento passa a ser básico dali em diante, passa a ser o patamar mínimo e é isso que ele passa a exigir também dos concorrentes da sua empresa.A tecnologia está disponível em boa quantidade para dar apoio à implantação dessas mudanças. Em contrapartida, o talento humano, é sabido, encontra-se cada vez mais escasso.


Como os CEOs encaram essa situação?
Esse é um dos pontos de maior preocupação dos CEOs. Na visão deles, a falta de habilidade para encontrar talentos representa um inibidor para o crescimento global das empresas. Fatores externos e concorrência atuam igualmente para todos. O fator diferenciador da empresa é a gestão de talentos.
Existe algo a mais que você gostaria de comentar sobre esse estudo?
Sim. O que nós chamamos de “agenda do CEO” está mais completa do que já esteve no passado. Em 2006, havia uma concentração, no grau de importância, nos fatores de mercado, habilidades profissionais e fatores tecnológicos. Hoje, tudo é importante e o CEO se depara com um desafio muito grande em liderar uma organização. Sua responsabilidade tornou-se muito maior.
Para finalizar, qual seria, na sua opinião, o principal atributo do CEO do futuro?
Existem alguns. Eu diria que sua atenção ao consumidor é um deles.
* Entrevista concedida com exclusividade à HSM On-line em 05 de maio de 2008.

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OPORTUNIDADE - Refeições feitas fora de casa podem chegar a 50% nos próximos anos


Especialistas calculam que 25% da comida comprada no Brasil é feita fora de casa e a estimativa é de que esse percentual suba para 50% (igual ao dos EUA) nos próximos anos. Esse potencial está fazendo com que o segmento de food service e fast food brasileiro atraia o interesse dos fundos de investimentos. O Grupo GP adquiriu 40% da participação da tradicional churrascaria Fogo de Chão.


Já a IMC (International Meal Company, do fundo Advent) adquiriu a cadeia de restaurantes Viena, a rede RA (Brunella e Black Coffee) e já tem planos de comprar a os restaurantes de comida árabe Almanara.

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5.5.08

NOTÍCIA DO DIA - Economistas aumentam previsão para a inflação e crescimento, diz BC

Os economistas e analistas do mercado financeiro aumentaram novamente suas previsões para a inflação em 2008, segundo a pesquisa semanal do Banco Central, o relatório Focus realizada na semana em que o Brasil atingiu o chamado "investment grade" (grau de investimento).

A previsão para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta de inflação, subiu pela 6ª semana seguida. O IPCA deve fechar o ano a 4,86 %, acima dos 4, 79% esperados até a semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima do centro da meta de inflação para esse ano, que é de 4,5%.

Na semana em que foi divulgada ainda a alta da gasolina nas refinarias, também subiu a previsão para os preços administrados (de 3,55% para 3,70%).

A previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2008 também subiu, de 4,60% para 4,66%. Para 2009, foi mantida a previsão de 4%. Ambas estão abaixo da projeção oficial do governo, de 5% para os dois anos.

A estimativa para o dólar caiu de R$ 1,75 para R$ 1,74 no final deste ano. Para dezembro de 2009, a previsão caiu de R$ 1,82 para R$ 1,80.

Os demais indicadores de inflação pesquisados pela instituição também tiveram as projeções para 2008 elevadas pelo mercado. O IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu de 6,01% para 6,28%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão aumentada de 6,31% para 6,59%; e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficaria em 4,28%, ante 4,14% da semana anterior.

Dólar

Os economistas mantiveram a expectativa para a taxa Selic, que deve terminar 2008 em 13% ao ano. A previsão na semana passada era 12,75%. Para o final de 2009, a previsão subiu de 11,34% para 11,50%.

O saldo da balança comercial em 2008 foi mantido em US$ 25 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 17,50 bilhões para US$ 16,95 bilhões.

Foi mantida a previsão de investimentos estrangeiros diretos, de US$ 30 bilhões (2008).

Houve ligeira alta na previsão para a relação dívida/PIB, de 41,45% para 41,5% neste ano. Por fim, piora a previsão para o saldo em conta corrente, de um déficit de US$ 16,6 bilhões para um resultado negativo de US$ 18 bilhões. (Infomoney 5/5/2008)

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