31.7.08

OPORTUNIDADE - CONSIDERAÇÃO SOBRE A INVASÃO Y

A matéria sobre a ascensão da geração Y no mundo corporativo reproduzida ontem aqui no Business Update merece comentário, pois esse tema deverá ser um dos maiores desafios dos gestores nos próximos anos.

O que gostaria de frisar aqui, e que a matéria não fala, são os desafios e as oportunidades para quem não é da geração Y, ou seja, as gerações mais velhas, os baby boomers (na falta de definição melhor, já que essa só serve para os norte-americanos) e a geração X (predecessora da Y).

Além de encontrar novas formas para contratar, desenvolver e reter os Y, os mais velhos que ocupam cargos de liderança também deverão sofrer a pressão de competir com eles nas promoções. E, pelo que a própria matéria já indica, os mais velhos já estão perdendo espaço. Afinal, para manter a "sedução" pelo trabalho, as empresas parecem não titubear em colocar os cargos dos veteranos à disposição dos jovens. Na Siemens, por exemplo, 25% dos cargos de liderança já é ocupado pelos Y. Na média gerência, esse índice chega a 50%.

Para os profissionais não tão privilegiados abaixo desse cargo, a questão é ainda mais complicada, pois fica cada vez mais difícil manter o emprego diante dos jovens.


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30.7.08

NOTÍCIA DO DIA - Domar geração Y é o desafio das empresas

Eles chegam e dominam o pedaço. Têm ânsia de aprender, desprezam a hierarquia, adoram trabalhar em equipe, mas, atenção: são individualistas na hora de atingir metas. Mais do que tudo, têm pressa de subir degraus na empresa. Essa turma, representante da chamada geração Y (definição dada aos nascidos a partir de 1978), já está assumindo cargos estratégicos nas organizações. E, assim como sua criatividade e rapidez de raciocínio são admiradas pelos mais velhos, sua impaciência e infidelidade vêm causando conflitos no mundo corporativo. Um estudo da consultoria americana Rainmaker Thinking revelou que 56% dos profissionais Y esperam ser promovidos em um ano. Eles não querem criar o passo seguinte. Querem ir ao ponto: promoções, viagens, responsabilidades, diz Patrícia Molino, sócia da assessoria em gestão de RH da KPMG, de São Paulo.

Atraí-los é fácil, pois são seduzidos pela novidade. Mais complicado é desenvolvê-los e retê-los, principalmente sem reavaliar os velhos conceitos que regeram a vida corporativa até agora. É como tentar enfiar uma fita de vídeo em um aparelho de DVD, compara a consultora Sofia Esteves, sócia da Companhia de Talentos, de São Paulo. Eles não sabem e autoadministrar. Por isso, precisam muito de orientação clara sobre o que fazer na empresa. As facilidades comuns aos indivíduos da geração Y, analisa Sofia, os deixaram ansiosos por avanços, mas pouco dispostos a enfrentar obstáculos de superação na carreira.

Daí a rotatividade: se a ascensão não ocorre tão rapidamente quanto imaginavam, buscam outras oportunidades. Avanços que entre os anos 1980 e 1990 se davam em dez anos, hoje acontecem em cinco ou até em dois. Esse novo modelo de comportamento provoca o embate corporativo. Afinal, no topo das organizações, em geral, ainda estão pessoas que foram educadas em outro contexto (os reconhecidos como Geração X nascidos entre 1965 e 1977 e os Baby Boomers 1946 e 1964), que, muitas vezes, não conseguem se adaptar aos novos adjetivos que descrevem a atual geração. Eles não se adequam às novas práticas gerenciais. Os jovens, ao contrário, estão inseridos no que há de mais moderno em gestão de alta performance, diz Sergio Amadi, coordenador da área de RH da FGV Projetos, unidade da Fundação Getulio Vargas que oferece consultoria às companhias, em São Paulo. Amadi diz que os gestores deveriam tirar proveito das características dessa geração e atuar para minimizar os conflitos. Os Y sabem trabalhar em equipe, vêem nas reuniões boas arenas de participação, aceitam trabalhar em casa e estão prontos para cargos multifuncionais.

Para aproveitar essas qualidades, os mais velhos terão de lidar primeiro com alguns atritos, como entradas repentinas na sala, ligações diretas no ramal ou no celular e cobranças por respostas às suas demandas. Embora essa geração não aceite bem a autoridade imposta, ela gosta de escolher modelos para seguir, diz Andrea Huggard, da consultoria de recursos humanos paulista HuggardCaine. E aí está o segredo. Um bom papo pode fazer toda diferença. Conversar, envolver no negócio, apresentar desafios e oferecer ferramentas de desenvolvimento são algumas das atitudes tomadas por gestores de gigantes globais para reter os profissionais da Geração Y. V

Veja a seguir como Johnson & Johnson, Siemens, Basf, Unilever e Embraer vêm se preparando para garantir a sustentabilidade dos negócios, ao mesmo tempo que aprendem a falar a língua daqueles que as conduzirão nos próximos anos.

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28.7.08

FRASE DA SEMANA

"Na área de negócios em que a intangibilidade predomina, resultado é o que o cliente/consumidor enxerga como valor."

ST

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22.7.08

OPORTUNIDADE - LOGÍSTICA FAST FASHION

A concorrência e o consumidor estimularam um novo modelo de negócios no setor de moda. É necessário ter novidades freqüentes nas araras, apresentadas como mini-coleções intermediárias às temporadas tradicionais. O fluxo foi totalmente modificado e atingiu toda a cadeia, incluindo as empresas de logística. Quem se adequou a esse cenário está ganhando. É o caso da Logisfashion, empresa espanhola que nasceu nos bancos acadêmicos há dez anos. A grande idéia dos três estudantes Juan Manzanedo - hoje CEO da empresa - Carlos Villa e Juan Martínez foi montar uma companhia de logística especializada no setor têxtil. O projeto foi desenvolvido para a disciplina Novas Aventuras Empresariais, ministrada pelo professor Pedro Nueno, no MBA do IESE.

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18.7.08

FRASE DA SEMANA

"O vendedor é mais importante que o produto"

Neil Rackman

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OPORTUNIDADE - CRESCIMENTO DAS WEBPALESTRAS


De acordo com o AbraEAD (Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta a Distância), as empresas brasileiras devem investir 56% a mais neste ano com treinamento a distância, na comparação com o ano passado. Espera-se que o ensino nesta modalidade cresça 40% até 2010.

A webpalestra impulsiona esta categoria de ensino, já que se torna uma ferramenta eficiente quando o palestrante não pode comparecer ao local do evento ou quando o participante está em uma cidade diferente. "Conseguimos democratizar a informação, levando um evento para inúmeras pessoas que talvez não tivessem condições de viajar, seja por conta das questões financeiras ou por conta da disponibilidade de tempo", diz Silvia.

Dados do anuário estatístico ainda mostram que existem no Brasil mais de 2 milhões de usuários dos métodos de educação a distância.

Se, por um lado, o profissional tem uma ferramenta eficiente de aprendizado, por outro, as empresas chegam a economizar para passar um treinamento. "As empresas podem oferecer um mesmo conteúdo ao maior número possível de funcionários, segundo suas necessidades. Ao contrário do que acontece em palestras comuns, quando cada participante paga uma taxa individual, nas webpalestras, o preço da transmissão é único, não importando o número de expectadores".

A diretora explica que, ao optar por esse método de treinamento, as empresas se beneficiam pela facilidade ao acesso das informações e um retorno dos investimentos (ROI) em curto espaço de tempo.

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17.7.08

NOTÍCIA DO DIA - TECNISA JÁ VENDE 30% DE SEUS IMÓVEIS PELA INTERNET

Encarada por muitas empresas do setor de construção civil apenas como coadjuvante dos processos de comercialização, a internet já é responsável por 30% das vendas de imóveis da Tecnisa, revela Denilson Novelli, gerente de E-Business da empresa. Em 2002, quando o canal começou a ser utilizado para efetivação dos negócios, a participação não passava de 14%.

“As vendas por internet da Tecnisa, somando imobiliárias parceiras, representam 30% do volume total. Quando consideramos apenas a equipe própria, esse número é de 40%. A taxa de crescimento ficou acima da de expansão global do negócio”, afirma Novelli, que participou nesta quarta-feira (16/07) do comitê de Empreendedorismo da Amcham-São Paulo.

A companhia conta hoje com 150 corretores em sua equipe comercial. Deles, 36 se dedicam exclusivamente a contatos pela web. “No ano passado, vendemos apenas pela internet o equivalente a tudo o que a empresa comercializou em 2005”, compara Roberto Loureiro, analista de E-Business, que também esteve na reunião.

Os profissionais da Tecnisa estimam que o uso da web em todas as etapas do processo de compra permite reduzir o período entre o primeiro contato e a assinatura do contrato de quatro meses – média para clientes que recorrem aos tradicionais stands de vendas – para 32 dias.

Para 2008, a meta da construtora é dobrar o número absoluto das vendas pela internet realizadas no ano passado, chegando a 600 unidades. “Já passamos da metade”, adianta Novelli.

Mulheres na liderança

Segmento que tem se revelado a menina dos olhos da Tecnisa, as mulheres respondem atualmente por uma fatia de 45% de suas vendas escrituradas. “Além disso, as influência delas nas demais decisões de compra é altíssima”, destaca o gerente de E-Business.

São as mulheres, aliás, o público que mais deve crescer em 2008 nas previsões da empresa. “Isso devido à expansão do número de produtos de dois e três dormitórios. Nos lofts, 60% das vendas são para mulheres. No caso de dois dormitórios, a presença feminina também já supera os 50%”, explica Novelli.

Outro grupo que vem se revelando um importante comprador dos imóveis da Tecnisa é o GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transexuais). Além de serem responsáveis por 11% das vendas totais, eles investem 40% acima da média em acabamentos. “Esse mercado é ainda mais exigente do que o feminino. Hoje, 10% da população mundial são do público GLS e este é o momento de a empresa se posicionar nesse mercado”, diz o gerente.

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15.7.08

OPORTUNIDADE - PARA QUE SERVEM OS BLOGS

O presidente da fabricante de computadores Sun, Jonathan Schwartz, tem um. O vice-presidente da General Motors, Bob Lutz, também. Randy Baseler, vice-presidente de marketing da Boeing, dificilmente passa uma semana sem freqüentar o seu. Bill Gates contratou um profissional para criar um para a Microsoft. Como eles, executivos de empresas de todos os lugares do mundo estão encontrando nos blogs um canal para interagir com os consumidores. A melhor notícia é para as pequenas e médias empresas: bem utilizado, o blog pode divulgar uma marca, trazer novos clientes e melhorar a comunicação com o público interno. Tudo isso com custos muito baixos de manutenção (ou até nenhum custo para quem utilizar modelos disponíveis na internet).

Os blogs começaram a espalhar-se pela rede nos últimos cinco anos, como uma espécie de diário virtual das pessoas comuns. Não demorou muito para que as empresas vissem nesse canal espontâneo de comunicação uma porta aberta para um universo que, no Brasil, é de aproximadamente 5,2 milhões de pessoas -- número de internautas que visitam blogs todos os meses, de acordo com uma pesquisa realizada em agosto de 2006 pelo Ibope NetRatings.

A sinceridade das críticas e sugestões feitas em blogs fornece às pequenas e médias empresas subsídios importantes para melhorar processos. A paulista Locaweb, empresa de hospedagem de sites, descobriu que poderia acatar boa parte das sugestões que os internautas deixam em seu blog, criado há oito meses. Antes da existência da página, os clientes costumavam enviar à empresa cerca de 30 sugestões mensais sobre como melhorar os serviços. Com o blog, as sugestões triplicaram. "Como o público do blog é basicamente formado por técnicos das empresas que utilizam nossos serviços, muitas das sugestões, como ampliar o espaço da caixa de e-mails, foram acatadas ou deram origem a novos produtos", diz Cristian Gallegos, gerente de marketing da Locaweb. A empresa faturou 35 milhões de reais em 2005 e projeta crescimento superior a 40% para este ano. A Locaweb incentiva os usuários a fazer críticas, reclamações, sugestões ou elogios -- e procura responder prontamente. "Com isso demonstramos transparência, fortalecemos nossa imagem e estreitamos o relacionamento com os clientes", diz Gallegos.

Um número cada vez maior de empresas brasileiras de todos os tamanhos está descobrindo a força dos blogs. A construtora Tecnisa, de São Paulo, mantém desde maio um blog para se comunicar com fornecedores, clientes e funcionários. A iniciativa se tornou um importante instrumento de marketing. "Fortalecemos nossos laços com públicos específicos", diz Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa. "É o caso do público feminino, que costuma chegar ao nosso blog para ler sobre assuntos relacionados a moradia e que, de outra forma, talvez não viesse a conhecer a empresa."

O que torna o blog mais íntimo para quem o visita do que o site com um formulário para que se escreva um e-mail é a informalidade. Até hoje, mesmo os blogs de empresas ainda se parecem um pouco com aqueles que deram origem aos diários virtuais. Sites corporativos tradicionais precisam ter informações como histórico e catálogo de produtos. O blog é mais livre dessas fôrmas. "O blog pode ser um fator de inteligência para as pequenas e médias empresas que souberem aproveitar o comportamento autêntico do consumidor na internet", afirma Edson Dacal, sócio da consultoria de internet Basics.

O maior perigo de um blog é, uma vez criado, relegá-lo a segundo plano. Mais do que num site, é preciso ser rápido na postagem de informações e respostas a comentários. Também é fundamental estar disposto a absorver críticas. A carioca Camiseteria.com, que comercializa camisetas na internet, soube tirar proveito das informações fornecidas pelos visitantes de seu blog. "Entendemos melhor como pensa o nosso cliente e o que ele busca", diz o empresário Rodrigo David. A página recebe, em média, 8 000 visitas e 30 comentários por dia. Pelo blog, a Camiseteria faz um concurso para eleger desenhos enviados pelos internautas e estampá-los nas coleções, o que atraiu atenção para a marca e gerou conversas virtuais sobre os produtos. Uma informação preciosa obtida com os depoimentos foi a necessidade de aumentar mais a modelagem das peças tamanho G. "Ao saber de fato quem era o nosso consumidor, refizemos o site institucional, ajustamos o sistema de vendas, lançamos novos modelos e, como conseqüência, vimos as vendas aumentar mais de 25%", afirma Fabio Seixas, sócio de David.

Mesmo os blogs de empresas são, por definição, uma peça de autoria. "O visitante precisa ouvir a voz de uma pessoa de verdade por trás do blog, e não o discurso pronto de uma empresa", diz o analista de internet José Calazans, do Ibope NetRatings. Ele não recomenda, por exemplo, que os blogs sejam usados para comércio eletrônico. "Como o usuário costuma buscar diversão e informação, ele provavelmente não está preparado para ser bombardeado por ofertas de produtos e pode não gostar de recebê-las", diz ele.

Por tentativa e erro, pequenas e médias empresas vêm descobrindo maneiras criativas de usar a interatividade dos blogs. A Livraria Osório, tradicional sebo de Curitiba, é um exemplo de que isso é possível. Em seu blog, o empresário Alejandro Francisco Rubio publica notícias ou textos de sua autoria que falam sobre raridades, novas edições de clássicos da literatura e tudo o mais que se relacione ao mundo dos livros antigos. Quando os interessados procuram pelo tema, a página aparece relacionada em sites de busca. Os internautas acessam o blog e, se estiverem dispostos a comprar o livro mencionado no texto, já sabem onde encontrá-lo. "Funciona porque quem se interessa pelo blog é o mesmo público que se interessa pelos meus produtos", afirma Rubio, que criou a página há dois meses. "E, do ponto de vista pessoal, tem sido um prazer para mim."

Blog multiuso
Como o blog pode aumentar a eficiência de uma pequena ou média empresa — e os riscos embutidos
Utilidade Funcionamento Riscos
Consultar os consumidores antes do lançamento de um produto ou serviço Pode-se publicar no blog textos explicativos com os principais dados sobre o produto, como faixas de preço, modelos disponíveis, pontos-de-venda. Fotos e arquivos de vídeo também podem ser usados Ao mesmo tempo que fornece informações aos clientes, o blog pode ser uma vitrine valiosa para a concorrência. Portanto, é preciso definir que informações podem ou não ser divulgadas
Ter um canal aberto para saber a imagem que os consumidores têm da empresa Basta reservar um espaço para os consumidores registrarem suas críticas e comentários. Como é praxe em blogs sérios, o internauta deve se identificar, fornecendo nome, e-mail e cidade de origem Aumenta o risco de expor a empresa a uma saraivada de reclamações — e será muito feio tirá-las do ar depois que elas se tornarem públicas. Também pode ser usado para a concorrência inserir reclamações falsas
Para o empreendedor tornar-se uma referência em sua área de atuação A forma mais simples é publicar textos opinativos e relevantes sobre temas relacionados à empresa. Se o empreendedor comunica-se bem, pode-se usar depoimentos gravados em arquivos de áudio ou vídeo Textos mal escritos ou apresentações ruins prejudicam a imagem de qualquer um. E é preciso extremo cuidado com assuntos polêmicos, como política e religião, sob risco de criar um fórum de discussão desnecessário
Fazer uma caixa de sugestões moderna, rápida e interativa De posse de uma senha, funcionários escolhidos pelo empresário deixam no blog sua sugestão para, por exemplo, diminuir um determinado custo. Ao fim de um prazo determinado, a empresa analisa o conteúdo Se o objetivo não estiver muito claro, o que deveria ser um espaço de sugestões e troca de idéias sobre os negócios da empresa pode tornar-se um terreno fértil para fofocas, piadas e todo tipo de brincadeira

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NOTÍCIA DO DIA - Automotivos, Telecom e Petrolíferas dominam ranking das 500

As empresas que encabeçam a lista das 500 Melhores e Maiores publicada pela revista Exame refletem os segmentos que mais foram beneficiados pelo aquecimento da economia brasileira. Entre as dez primeiras constam três montadoras de veículos, duas operadoras de telefonia, duas distribuidoras de combustíveis e uma companhia de mineração, além da sempre onipresente Petrobrás. Somente uma empresa de bens de consumo não duráveis aparece nesse grupo seleto. São elas:

1) Petrobrás
2) BR Distribuidora
3) Volkswagen
4) Ambev
5) Vale
6) Ipiranga
7) Fiat)
8) GM
9) Telefonica
10) Oi Telemar

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NOTÍCIA DO DIA - FIAT É ELEITA MELHOR EMPRESA DO ANO PELA EDIÇÃO 500 MELHORES E MAIORES

A Fiat foi escolhida a Empresa do Ano pela última edição da 500 Maiores & Melhores, publicada pela revista Exame que apresenta o desempenho das principais companhias do país. De acordo com a publicação, além do desempenho recorde (crescimento de 33% em 2007 em relação a 2006), a empresa passou por uma reviravolta nos últimos três anos, passando de deficitária a superavitária, sendo inclusive a salvadora da própria matriz italiana.

Graças aos resultados obtidos pela filial brasileira, a companhia teve fôlego para se recuperar de uma crise e dar a volta por cima no mercado europeu. Agora, graças a esse desempenho, a empresa anunciou investimentos de US$ 5 bilhões nos próximos anos no Brasil.

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11.7.08

FRASE DA SEMANA

"Um homem jamais deve ser indicado para uma função gerencial se sua visão foca as deficiências das pessoas ao invés dos pontos fortes."

Peter Drucker

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OPORTUNIDADE - DEFENDA SUA REPUTAÇÃO NA INTERNET

Apesar de uma sólida carreira como colunista do diário inglês The Guardian, o jornalista americano Jeff Jarvis não figurava, até o ano passado, na constelação de estrelas da internet. Criador de um blog chamado Buzz Machine, Jarvis usava o espaço para escrever sobre mídia online e comentar sobre o futuro do jornalismo. Era mais um em meio a tantos outros. A situação começou a mudar quando ele comprou um laptop da Dell, uma das mais respeitadas fabricantes de computadores do mundo. Como a máquina veio com defeito e a companhia não resolvia o tal problema, Jarvis resolveu partilhar seu infortúnio na internet. Irônico, apelidou o caso de “Dell Hell” (Dell Inferno) e, a partir daí, o alcance de seu blog e a reputação da empresa sofreram drásticas transformações. Até o segundo semestre do ano passado, quando alguém digitava o nome da Dell no Google, apareciam mais de 5 milhões de resultados relacionados à expressão “Dell Hell” — quase todos escritos por consumidores irados com a empresa. Para Jarvis, o que começou como uma tremenda dor de cabeça se transformou em uma janela para o estrelato. Para a Dell, foi uma lição tão dolorosa que, num recente encontro da Word of Mouth Marketing Association, nos Estados Unidos, o vice-presidente da companhia, Bob Pearson, disparou: “O Google hoje é a nossa mais importante home page”.

O drama vivido pela Dell está longe de ser um caso isolado. Empresas de todos os portes têm enfrentado situações semelhantes na internet — e os grandes responsáveis por essa ameaça, ainda que sem nenhuma intenção, são exatamente os sites de busca. Ao mesmo tempo que eles ampliam a visibilidade das empresas, dando oportunidade para que o internauta conheça mais sobre a companhia e eventualmente até compre seus produtos, também expõem as corporações a uma enxurrada de críticas, vindas de blogs e grupos de discussão, que podem provocar danos graves à reputação. Por causa desse efeito colateral, vem ganhando espaço um novo tipo de agência de publicidade: aquela que procura auxiliar as empresas a lidar com o lado negro do Google e de seus congêneres. Nos Estados Unidos, essa atividade, conhecida como searching engine optimization (SEO), está rapidamente se incorporando às estratégias de comunicação de muitas companhias — nos últimos 12 meses, as agências que se dedicam a esse mercado faturaram cerca de 8 bilhões de dólares. E a Dell, claro, tornou-se uma cliente. No Brasil, o sistema ainda é pouco conhecido, mas empresas como GM, banco Real, Cyrela, Motorola e SulAmérica já adotaram a novidade. “Se o consumidor migra para o digital, temos de acompanhá-lo não só na hora da compra mas em todo o processo”, diz Samuel Russel, diretor de marketing da GM.

O poder de um clique
Características do SEO, um produto desenvolvido pelas agências de marketing digital para melhorar a imagem das empresas no Google
O que é
O serviço, chamado de search engine optimization (SEO), faz com que as empresas tenham maior controle sobre a maneira como aparecerão no site de buscas Google
Como funciona
O primeiro passo é avaliar a imagem do cliente na internet, vasculhando de blogs a grupos de discussão. Depois, elabora-se uma estratégia, que pode ser a reformulação do site ou a geração de notícias, para reverter os casos mais negativos
Principais empresas que adotam o sistema no Brasil
GM, banco Real, Intel, Motorola, Dell e SulAmérica
Tamanho do mercado nos Estados Unidos
Cerca de 8 bilhões de dólares
Fonte: IAB/ Omniture

Em linhas gerais, o serviço oferecido por essas agências é uma espécie de vacina contra os males proporcionados pelo excesso de visibilidade na internet. Elas começam fazendo uma varredura de tudo o que é publicado sobre a empresa-cliente na rede. Identificados os problemas, como blogs ácidos ou grupos de discussão com críticas à companhia, parte-se para a reação: uma campanha de inteligência em que as agências digitais veiculam fatos positivos e que possam ser indexados pelos sites de busca. Além disso, elas mexem na home page da empresa de forma que as palavras mais digitadas pelos internautas remetam à página da companhia e evitem, ao máximo, os blogs mais críticos. Um trabalho desse nível, que implica geração de fatos e conteúdo para enfatizar a integridade da empresa, custa em torno de 100 000 reais por mês, preço relativamente baixo levando-se em consideração os resultados prometidos. “Depois das mudanças, os sites das empresas chegam a receber até 20% a mais de acessos. Tudo isso num período de, no máximo, seis meses”, diz Marcelo Sant’lago, diretor de novos negócios da Mídia Click, agência brasileira que tem entre seus clientes companhias como Motorola e Cyrela.

Agências como a Mídia Click e todo esse mercado devem sua existência, em larga medida, ao fenômeno Google. Quando alguém procura informações sobre um assunto na internet, em geral recorre ao site criado por Sergey Brin e Larry Page. Estima-se que uma em cada seis pessoas no planeta faça isso diariamente, o que dá a incrível marca de 1 bilhão de usuários. Só nos Estados Unidos, e apenas no mês de maio, foram nada menos que 94 milhões de internautas diferentes acessando o site da empresa — cerca de um em cada três americanos. Embalado por esses números, o Google tornou-se também um modelo inovador de publicidade, possibilitando às empresas que elas apareçam, por meio de links patrocinados, no exato momento em que o consumidor vasculha a internet em busca de informações que tenham a ver com os produtos ou os serviços oferecidos pelas companhias. O que ninguém controlava, pelo menos até recentemente, era como a imagem corporativa apareceria nos resultados da busca. A partir de casos como o da Dell, surgiu a oportunidade para um novo nicho, que, por sinal, tem sido visto com entusiasmo pelo Google. “Para nós, o clique só é positivo quando é bom para o cliente”, diz Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google no Brasil. Infelizmente, para muitas empresas, isso não acontece sempre. Ainda hoje, quando se digita a expressão “Dell Hell” no Google, aparecem cerca de 400 000 resultados.

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OPORTUNIDADE - Brasil recicla apenas 2% de celulares usados

Pesquisa realizada em 13 países pela finlandesa Nokia constatou que o nível de reciclagem de aparelhos sem uso é baixo em âmbito mundial: apenas 3% da população têm esse costume; no Brasil, o índice cai a 2%.

O estudo constatou que grande parte das pessoas, 74% em nível global, não pensa em reciclar seus aparelhos desativados - no Brasil, o desinteresse é maior, 78%. A despeito dos índices, entretanto, a pesquisa detectou uma incongruência: instadas se pensam que a reciclagem contribui para o meio ambiente, 72% disseram acreditar que sim.

As pessoas ouvidas pela pesquisa possuem em média 5 aparelhos, entre desativados e em uso, mas isso não se materializa em reciclagens. Constatou-se que 32% dos brasileiros guardam seus aparelhos desativados em casa (ante média mundial de 44%).

Foram constatadas outras possibilidades para celulares usados: revendê-los ou doá-los a amigos ou familiares.

Conclusão e Metodologia
A resposta para esse possível desinteresse na reciclagem, segundo apontamento da empresa, é o desconhecimento, já que a maior parte das pessoas não sabe que isso é possível ? a idéia mais disseminada é a de reciclagem de baterias. O desconhecimento segue o grau de desenvolvimento dos países: Índia (17%) e Indonésia (29%) apresentaram os menores índices, enquanto Reino Unido (80%), Finlândia e Suécia, ambos com 66%, se mostraram mais conscientes a respeito da possibilidade.

A Nokia divulgou o dado de que cerca de 80% de seus aparelhos podem ser reciclados. O reaproveitamento pode ser materializado em produtos como chaleiras de cozinha, bancos de parques, obturações dentárias e saxofones.

A pesquisa ouviu 6,5 mil pessoas divididas entre Alemanha, Brasil, Finlândia, Itália, Rússia, Suécia, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, EUA, Nigéria, Índia, China e Indonésia. Aqui você encontra os pontos de coleta de celulares para reciclagem que a Nokia mantém no país.

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7.7.08

FRASE DA SEMANA

"O maior sinal de insanidade é fazer a mesma coisa dia-após-dia e esperar resultados diferentes.

Albert Einstein

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3.7.08

OPORTUNIDADE - COMUNIDADES SOBRE FINANÇAS ESTÃO HIPERATIVAS NO BRASIL

O Ibope divulgou press release onde aponta o Brasil como um dos países com maior utilização de blogs e sites de comunidades.

Ao mesmo tempo em que quebram sucessivos recordes de utilização da rede no domicílio, os brasileiros compram mais computadores do que televisões (segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, em 2007 foram vendidos 10,1 milhões de computadores, um aumento de 23% em relação ao ano anterior), já utilizam a rede mais do que os caixas de agências e call-centers bancários e passam a investir mais em ações e títulos financeiros.

Esse conjunto de fatores chamou a atenção dos analistas do Ibope Inteligência, que por cerca de dois meses acompanharam mais de 240 blogs e 22 comunidades no Orkut para compreender os mecanismos de formação de opinião e circulação de comentários sobre investimentos e finanças pessoais na internet.

Além dos posts e comentários, foram analisadas as tags utilizadas pelos usuários para classificar os assuntos e o relacionamento entre as diversas comunidades sobre finanças. O trabalho identificou 11 “formadores de opinião digital” - usuários que se revelaram bastante focados no assunto e cujos comentários são acompanhados com interesse pelos demais integrantes - e examinou o perfil de cada um deles.

“O processo de aparecimento de formadores de opinião na internet não é necessariamente similar ao que se verifica na comunicação de massa, e exige trabalharmos com variáveis diferentes das normalmente empregadas pelo marketing tradicional”, destaca Marcelo Coutinho, diretor de Análise de Mercado do Ibope Inteligência. Segundo ele, não é possível quantificar a influência de um blog ou comunidade somente pela sua audiência: “precisamos levar em conta a autoridade de cada blogueiro ou participante de comunidade, além do nível de atividade que um comentário ou post provoca, incluindo reações favoráveis ou desfavoráveis”.

De acordo com o estudo do Ibope, os tópicos mais comentados sobre uma ação ou cotação em comunidades especializadas do Orkut geram em média 166 comentários.

Dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil indicam que mais de 70% dos brasileiros das classes A/B utilizam regularmente a rede, e dados da Bovespa mostram que em abril mais de 220 mil pessoas utilizaram o Home Broker - sistema de negociação de ações pela internet - um crescimento de 105% em 12 meses. As transações efetuadas pela web já respondem por 12% do volume total negociado em Bolsa.

Este é o primeiro estudo comercial sobre o assunto no Brasil, e segundo Coutinho, o Ibope Inteligência irá utilizar o aprendizado para desenvolver pesquisas ainda mais detalhadas com os usuários sobre como as opiniões postadas online influenciam o processo de compra.

“Estamos examinando diversas outras áreas nas quais as decisões de aquisição são informação-intensiva, como compra e venda de automóveis, imóveis, saúde, eletroeletrônicos, além de trabalhos mais aprofundados na área financeira”. O estudo pode ser obtido gratuitamente, mediante cadastro, no site do Ibope. [Webinsider]

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1.7.08

OPORTUNIDADE - MP3: Treinamento em Movimento

De acordo com o eMarketer, a quantidade de usuários de podcast passou de 800 mil em 2004 para 11,4 milhões em 2005, podendo chegar a 55 milhões em 2010.

Esse crescimento se deve à acelerada popularização dos tocadores de MP3. Além dos aparelhos próprios como o iPod, outros gadgets começam a incorporar esse recurso (principalmente celulares e smartphones) o que permite hoje em dia ouvir um podcast em praticamente qualquer lugar ou situação, da mesma forma que ouve uma música.

Essa facilidade abre um novo mercado e uma das mais promissoras é a de treinamento corporativo. Nos Estados Unidos proliferam as empresas que adotaram a tecnologia para treinar os seus colaboradores, que podem usar o recurso na hora em que mais lhes aprouver.

Na IBM, os podcasts ficam à disposição na intranet da empresa (ou seja, podem ser baixados por funcionários em qualquer parte do mundo). Mais, os próprios colaboradores podem fazer os seus podcasts, classificá-los e baixá-los de acordo com palavras-chave.

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