31.8.07

O paradoxo da tecnologia

Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, não usa nem nunca usou computador. Não lê textos na tela e não envia e não recebe e-mails. Warren Buffet, o terceiro homem mais rico do mundo, não usa celular nem blackberry. Bill Gates, que fica no meio dos dois, construiu seu império com base no software e no hardware.


"A melhor maneira de planejar investimentos é estar em uma sala sem mais ninguém e simplesmente planejar pensar. Se isso não funcionar, nada mais funcionará."

Warren Buffet, o terceiro homem mais rico do mundo

O homem mais rico do mundo


Com uma fortuna estimada U$ 62,9 bilhões, o empresário mexicano Carlos Slim foi eleito como empresário mais rico do mundo, derrubando a hegemonia de 13 anos de Bill Gates (US$ 56 bilhões, o equivalente a 7,5% do PIB do México) e colocando o megainvestidor Warren Buffet (US$ 52,4 bilhões) na terceira posição. Aos 67 anos, Slim comanda um grupo de cerca de 200 empresas nas áreas de telefonia fixa e móvel (detém 91% do mercado mexicano), financeiro, construção, varejo, mineração, shopping centers e auto-peças. Otimista de mão cheia, é o típico empreendedor que não titubeia em aproveitar as oportunidades quando estas lhe aparecem. Um exemplo é o da venda de computadores, do qual lidera em seu país. A idéia surgiu quando um de seus executivos lhe comunicou que o número de usuários de seu provedor de acesso, o Prodigy, era baixo porque havia poucos computadores no país. Do nada, criou um sistema de financiamento para PCs em 24 parcelas que podiam ser pagas na conta de telefone. Somente em 2006 Slim foi responsável pela venda de 1,3 milhão de computadores no México.
A seguir, algumas de suas idéias, publicadas na edição de agosto da revista Épóca Negócios:

"Toda informação necessária para tomar uma decisão tem de caber em uma folha de papel."

"Isso é irrelevante. Não me preocupa. Isto não é uma competição. Não estamos jogando futebol." (sobre o fato de ter passado Bill Gates no ranking dos bilionários).

"Meu trabalho é pensar."

"Todos os momentos são bons para quem sabe trabalhar e tem como fazê-lo."

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30.8.07

Heat Maps



Heat map, como você deve se lembrar das aulas do colégio, é o termo que se dá aos mapas que analisam a geografia de acordo com a temperatura. Na era da internet, esse termo passou a ganhar um outro significado. Uma série de empresas, incluindo (como não poderia deixar de ser) o próprio Google, está utilizando um sistema de inteligência artificial para simular o olhar humano ao percorrer a página de um site. Os resultados são apresentados como um heat map: os pontos em que os olhos mais se detêm aparecem em vermelho. As áreas que despertam menos atenção em azul ou preto. Trata-se de mais uma ferramenta de marketing para mensurar os resultados na internet.
Para mais informações sobre essa nova tecnologia, visite o Labs Media.

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27.8.07

Como transformar redes sociais em redes de negócio

O que era diversão e passatempo está se transformando em negócio. Além das empresas que monitoram os sites de relacionamento para saber o que as pessoas falam sobre seus produtos e suas marcas e das campanhas de buzz marketing que buscam estes públicos, empreendedores já começam a explorar o orkut, o myspace e o facebook como ferramentas para estabelecer e fortalecer o relacionamento com os consumidores. Nos Estados Unidos, uma barbearia na Califórnia oferece músicas, mensagens de clientes e oferece um espaço para se debater cortes de cabelo. No Brasil, um corretor de ações abre debates no Orkut sobre os melhores investimentos na bolsa.

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24.8.07

Busca por foco, um desafio diário


Profissionais são interrompidos por e-mail ou telefone a cada 11 minutos, em média. Os executivos que costumam se queixar da falta de tempo para a execução de tarefas simultâneas precisam rever seus conceitos. O principal motivo para a incapacidade das pessoas em realizar vários trabalhos ao longo de um mesmo período pode não ser, verdadeiramente, um excesso de trabalho, mas sim a falta de foco do profissional em relação às ações que precisa cumprir.

Segundo recente pesquisa realizada nos Estados Unidos, um profissional só consegue se manter focado em uma tarefa por no máximo 11 minutos, em média, até que tenha sua atenção roubada por um novo e-mail ou um telefonema. E, cada vez que interrompe as atividades, ele precisa de cerca de 25 minutos para retomar o grau de concentração anterior.Desta maneira, pode perder até duas horas diárias por conta da falta de foco em suas tarefas.

O especialista em produtividade pessoal e empresarial Christian Barbosa, da consultoria Tríade do Tempo, diz que a falta de foco é um problema sutil e sorrateiro, que exige muita determinação para ser vencido. "Algumas pessoas têm uma tendência natural a serem mais organizadas e a seguirem processos. Outras, por suas vez, são tão desorganizadas e avessas às regras que têm mais dificuldades para adquirir novos hábitos de produtividade", comenta Barbosa.
Segundo ele, a falta de foco no trabalho pode ter três origens diferentes: fisiológica, pessoal ou corporativa. As duas últimas podem - e devem - ser atacadas, tanto pelos profissionais quanto pelas corporações. No aspecto pessoal, estão as pessoas que dedicam grande parte do tempo a coisas irrelevantes para o trabalho e aquelas que, infelizes na função, procuram melhorar o seu dia com afazeres externos.


A empresa, porém, também tem sua parcela de culpa, com ambientes facilitadores da dispersão (ausência de baias individuais, por exemplo) e não estabelecendo limites para o uso de e-mail e internet.


Aliás, o e-mail é um dos inimigos do foco no trabalho. Por isso, orienta Barbosa, o ideal é que se estabeleçam horários para verificar a chegada de novas mensagens. "Quando o profissional vê a #cartinha# que aponta a chegada de um novo e-mail, acaba parando para ver do que se trata. Depois, até retomar o nível de concentração, já perdeu vários minutos."

Conforme o especialista, para que consiga manter a atenção nas tarefas que realmente importam, o profissional deve enumerar e priorizar as atividades e desligar-se de tudo o que possa chamar a sua atenção durante a execução de um determinado trabalho. Outra medida interessante é tentar resolver inicialmente coisas rápidas, que tomam de três a cinco minutos (como dar um telefonema ou enviar um e-mail), eliminando-as da lista de tarefas a serem executadas. "Há pessoas que rendem melhor de manhã, outras à tarde e outras no começo da noite, por exemplo. O profissional deve deixar as tarefas mais complexas para aquele período do dia em que ele costuma trabalhar melhor."

De acordo com uma pesquisa realizada pela Tríade do Tempo, os brasileiros dedicam menos de um terço de seu tempo (30,45%) a atividades realmente importantes para o trabalho. No levantamento, o tempo dedicado à execução das tarefas foi dividido em três esferas de relevância: importante, urgente e circunstancial. Uma das premissas para que o profissional consiga gerencial o tempo de forma eficiente é que os itens importantes a serem feitos nunca são urgentes. Para explicar, o especialista cita o exemplo de uma pessoa que precisa ir ao cardiologista realizar um check-up. "Isso é uma tarefa importante a ser feita, em um determinado dia do mês, marcada com antecedência.Agora, se você tem um infarto, sua consulta ao cardiologista não é mais

importante: passou a ser urgente. Neste caso, uma tarefa importante pode se tornar urgente se não for feita no tempo previsto." A pesquisa da Tríade do Tempo aponta que os brasileiros dedicam 39,47% a coisas urgentes e 30,09% a tarefas circunstanciais. No total, foram ouvidas 4.287 pessoas. "Muitos passam a vida entre urgências e circunstâncias.

Uma das premissas para que o profissional consiga gerencial o tempo de forma eficiente é que os itens importantes a serem feitos nunca são urgentes. Para explicar, o especialista cita o exemplo de uma pessoa que precisa ir ao cardiologista realizar um check-up. "Isso é uma tarefa importante a ser feita, em um determinado dia do mês, marcada com antecedência. Agora, se você tem um infarto, sua consulta ao cardiologista não é mais importante: passou a ser urgente. Neste caso, uma tarefa importante pode se tornar urgente se não for feita no tempo previsto."

A pesquisa da Tríade do Tempo aponta que os brasileiros dedicam 39,47% a coisas urgentes e 30,09% a tarefas circunstanciais. No total, foram ouvidas 4.287 pessoas. "Muitos passam a vida entre urgências e circunstâncias. Aqui se encontram os maiores casos de estresse, pois essas pessoas absorvem, além das urgências, todas as circunstâncias que aparecem", finaliza Barbosa.

Gazeta Mercantil: 24/7/2007

23.8.07


"Hoje, qualquer informação divulgada sobre uma empresa provoca variações no preço de suas ações."

Warren Weeks - Cubit Media Reasearch (empresa de análise de reputação)

Mistério do Google


Em uma época em que as operadoras de telefonia fixa e celular estão preocupadas com a tecnologia de Voip, causa estranheza o fato da maior empresa de internet do mundo, o Google, estar fazendo o cominho inverso e participando de leilões de freqüência de telefonia nos EUA. A pergunta é: qual é o grande negócio que a empresa está vendo e nós pobres mortais ainda não vimos?

22.8.07

Reputação como diferencial competitivo


"O fator mais importante é que as regras básicas do mundo dos negócios mudaram, e o público está exigindo que tudo o mais seja transparente e aberto. Temos a internet, que nos trouxe literalmente centenas de milhares de novos repórteres, por assim dizer. Cada funcionário de uma empresa é potencialmente alguém que pode disseminar informação em um site, e muitos fazem exatamente isso. As empresas têm de ter um nível de transparência que nunca foi exigido no passado. A reputação se torna muito mais importante para se diferenciais um produto do concorrente."

Harold Burson - presidente da Burson-Marteller, em entrevista à revista Update (agosto-2007)

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21.8.07

Chorar ou vender lenços II


Enquanto o governo e receita federal comemoram mais um recorde de arrecadação (o pagamento de tributos em 2006 chegou a 34,23% do PIB, 10% a mais do que em 2005) e empresários se revoltam com a confusão do Supersimples (que parece mais uma ironia), muita gente está ganhando dinheiro explorando estas oportunidades. Escritórios de advocacia, assim como consultorias, estão se especializando em planejamento tributário e elisão fiscal (ou seja, formas legais de evitar o peso esmagador dos impostos).

19.8.07

Propaganda x Zapping


Ações de micromarketing, sozinhas, são muito limitadas. Precisam atingir grupos grandes cujas mensagens não dependam de decisões de indivíduos em querer recebê-los. É por isso que continuam a gastar 40% de sua verba em TV, sendo que o recall de anúncios foi de apenas 6% em 2003.
Para driblar o zapping, a empresa de consultoria Accenture desenvolveu 4 estratégias alternativas, apresentadas na última edição da revista HSM Management (julho-agosto). Basicamente, o foco é encontrar pessoas entediadas nos gargalos da vida (elevadores, aeroportos, banheiros, escadas rolantes e por aí vai), chamar sua atenção por meio de uma mensagem inesperada em um local inesperado, dar-lhes algo útil para se distrair e persuadí-las a entrar no jogo. São elas:
- Cavalo de Tróia (anúncios disfarçados em lugares inesperados): usar descartáveis e materiais usados com freqüência como mídia. Citibank, HBO e Showtime usam embalagens de pizza como anúncios; no Brasil, empresa de logística HDL usou a embalagem do jornal Folha de S. Paulo destinados aos assinantes como propaganda de seus serviços de entrega.
- Abordagem nos gargalos (salas de espera, filas, elevadores, etc). Sony Vaio coloca computadores e notebooks em salas vip de aeroportos; Verizon, Microsoft e Saab estão fazendo experiências com anúncios nas mesinhas dos aviões. No Brasil: Elemídia.
- Alcance as pessoas enquanto elas se divertem: distribuição de amostras de produtos em situações ou locais onde serão usados. Exemplo: distribuir pastas de dentes em hotéis.
- Interatividade: fazer com que as pessoas interajam com os anúncios, usando tecnologia interativa em espaços públicos. Nokia gastou 25% da verba de um de seus lançamentos em pôsteres interativos em shopping centers, em que as pessoas podiam testar os equipamentos no local.
Embora pareçam extravagantes, as ações conseguem um elevado índice de lembrança, em média maior do que o obtido pelas mídias tradicionais. Cerca de 18% dos entrevistados, por exemplo, disseram se lembrar dos anúncios da Procter & Gamble fixados em, nada menos, que banheiros de restaurantes, bares e boates.

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17.8.07


"Uma das coisas mais importantes na internet atual é o surgimento dos filtros sociais: em vez de acreditar apenas em especialistas, estamos confiando em nossos amigos e pessoas de gosto semelhante para escolher o que pode nos interessar."

David Weinberger, autor de "A nova desordem digital"

RH x TI ou RH + TI


Até agora, a utilização da tecnologia de informação na área de RH vem sendo limitada apenas à automação de atividades burocráticas, como folha de pagamento e cálculo de férias. Mas um recente white paper da IBM coloca a TI em um novo patamar rumo ao "RH estratégico". O estudo, denominado The New Approach, a new capability - The strategic side of Human Resources, o estudo defende a tecnologia de informação como o núcleo de um centro de inteligência em talentos. Ou seja, sob este novo prisma, a TI passa a ser o principal suporte para que o RH se torne efetivamente estratégico.
Alguns dos principais pontos levantados pelo estudo:
  • O uso da TI para formar um centro de inteligência em RH permite usar dados e informações de modo a aumentar a qualidade das decisões de negócios.
  • Aumenta a capacidade de seleção, desenvolvimento, retenção e acompanhamento de talentos, de forma mais alinhada com os objetivos estratégicos da organização.
  • Permite a construção de um mapa que oriente o RH no desenvolvimento de mudanças estratégicas.

16.8.07

Novo Google?


Fique de olho no iBUSCAS. O site acabou de lançar dois novos mecanismos de busca, o ::buscas.com e o ::buscas.com/weblog, para competir com nada menos que o Google. O maior diferencial do novo site é a forma com que organiza e facilita o acesso às informações desejadas: reunindo em um único link as informações obtidas nos principais mecanismos de busca. Por enquanto o ::buscas está em sua primeira fase, apenas cadastrando novos usuários. A versão Beta estará disponível em outubro e o lançamento oficial está previsto para dezembro.
Uma coisa é certa, o empreendedor Eduardo Favoreto, dono do site, não está de brincadeira.
O empresário abriu mão de um negócio com faturamento de R$ 18 milhões/ano para se dedicar ao novo negócio. Vale a pena ficar de olho!

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13.8.07

Digital Signage


A popularização das telas de plasma e LCD de grandes proporções não provocou mudanças somente nos nossos hábitos de assistir TV. Na área de propaganda, essa nova tecnologia promete grandes transformações na área de comunicação no PDV, sobretudo as promocionais e merchandising. Segundo estimativas de empresas do setor, uma iniciativa inicial deste mercado de digital signage no Brasil é de R$ 1,7 bilhão.
É uma estimativa até certo ponto modesta se analisarmos as vantagens desta nova mídia interativa para os anúnciantes, os pontos-de-venda e os consumidores: a possibilidade de transmitir mensagens, filmes, peças de forma personalizada.

11.8.07


“Para ganhar credibilidade, é preciso uma série de ações corretas diariamente. Para perdê-la, basta um erro.”

Comandante Rolim Amaro

9.8.07

Liderança segundo Steve Ballmer


CEO da Microsoft após o afastamento de Bill Gates do comando direto da empresa, Steve Ballmer é o responsável pelo expressivo crescimento da maior companhia de software do globo nos últimos anos. Dos US$ 36,83 bilhões faturados em 2004, a empresa deverá passar para US$ 50, 45 bilhões em 2007, um salto de 35%!
Famoso pela agressividade comercial e pelas frases polêmicas, Ballmer encarna hoje o perfil de líder na área de tecnologia. Seguem algumas de suas idéias sobre esse assunto, apresentadas em uma de suas palestras na Wharton School:

"Vamos apostar em nosso longo prazo. Não acreditamos em curto prazo. E se não conseguirmos sucesso de imediato, continuaremos tentando."


"Foi preciso tentar três vezes até acertar com o Windows. Se tivéssemos desistido na tentativa um ou dois, a Microsoft seria completamente diferente do que é hoje. Seremos pacientes, os líderes precisam impor esse ritmo."


"A liderança exige alta dose de personalização. Muitas lições alheias são valiosas nesta área, mas provavelmente o que mais tem valor é ouvir o que as pessoas têm a dizer sobre a experiência delas e desenvolver seu modelo próprio. Como líder, portanto, minha tarefa é conectar os pontos para as pessoas que tiveram tipos de experiências diferentes.
A única característica universalmente aplicável para alguém que queira ser líder é a paixão. Você precisa amar o que faz."

"Quem não se compromete com a criação de uma cultura de mudanças e inovações contínuas não consegue se dar bem hoje."


"O maior desafio para a Microsoft hoje não está nas empresas, mas sim nos fenômenos." (software livre e mecanismos de busca)


"O que mais consome meu tempo é atrair, reter e habilitar pessoas extraordinárias."


"Onde a Microsoft estará daqui a 25 anos? Vamos ter pessoas excelentes e, se tivermos pessoas excelentes e temos uma posição de liderança hoje, então tudo sairá da melhor maneira."

8.8.07

Sustentabilidade interessa a quem?


Sustentabilidade é o tema do momento no mundo corporativo. Para se ter uma idéia, somente em julho o tema foi explorado em matéria especial ou foi capa das principais revistas de negócios do país, entre elas Exame, Exame PME, HSM Management, Época Negócios.
A Editora Abril, aliás, definiu uma nova política editorial em que todas as revistas da casa devem produzir pelo menos uma reportagem por mês sobre o tema. Também criou um portal na internet, o Planeta Sustentável, reunindo todo este material.
É claro que por trás de todo o interesse pelas questões sociais e de meio ambiente também estão os interesses comerciais. Ter uma imagem ligada ao desenvolvimento sustentável passou a ser um elo de identificação com o consumidor e a opinião pública. Porém, será que esta mensagem está sendo absorvida e correspondida?
Estudo realizado pela consultoria McKinsey e publicado na revista Up Date da Câmara Americana de Comércio (Amcham) em sua edição de julho revela que, embora a percepção de executivos e consumidores seja muito próxima em relação ao papel das empresas em relação à responsabilidade social e preservação do meio ambiente, há um vácuo de percepção destes últimos sobre as iniciativas dos primeiros.
No estudo, que entrevistou 4.238 executivos e 4.063 consumidores em diversos países, chegou a conclusões importantes. Em países de economia mais avançada é baixo o número de consumidores que consideram os investimentos das corporações privadas para a sustentabilidade como positivo, variando entre 35% (Europa), 39% (Ásia-Pacífico) e 40% (América do Norte).
De acordo com a pesquisa, isso ocorre porque há uma diferença de percepção entre os executivos e os consumidores sobre qual o papel das empresas em relação à sustentabilidade. Enquanto os gestores priorizam os investimentos filantrópicos e sociais e a governança corporativa, os consumidores dizem que a imagem corporativa das organizações poderia ser melhorada com mais benefícios e melhores condições de trabalho para os empregados.
Para haver esse alinhamento, recomenda o estudo, é necessário mudar o enfoque das pesquisas para se obter o devido alinhamento entre as opiniões e expectativas de ambos os lados. Acrescentando mais uma opinião, diria também que, tão importante quanto, é o papel da comunicação interativa, tanto para anunciar as atividades das empresas como também ter o feedback do mercado e da sociedade em relação às suas ações e investimentos.

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7.8.07

Eles estão por toda a parte


Assim como estão fazendo com o resto do mundo, aos poucos eles vão marcando a sua presença no mercado. Sem charme nenhum, é verdade, e com uma certa dificuldade na comunicação, mas com uma competitividade que assusta.
Se você pensou nos chineses, acertou. Um exemplo da sua crescente presença pode ser vista esta semana em três eventos de setores distintos que estão ocorrendo em São Paulo esta semana: Movimat, na área de logística, Eletrolar Show, voltada para eletrodomésticos e eletroeletrônicos, e Fenavam, do setor moveleiro. Nos três, a presença de fabricantes chineses, ofertando uma série de produtos, ainda é discreta, mas já começa a incomodar.
Por enquanto ainda parece haver uma certa timidez por parte dos empresários brasileiros, levada talvez pela tradução e por uma certa desconfiança em relação à procedência dos fornecedores chineses. Mas o que é certo é que eles estão estabelecendo as suas cabeças de ponte e em breve deverão ganhar espaço com seus preços praticmento sem concorrência. A saída: aliar-se a eles ou partir para um segmento de maior valor agregado.
Talvez seja este mais um fator de contrubição para os investimentos em inovação.

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5.8.07

Jornal vai morrer como produto, não como modelo de negócio

Como produto, o jornal parece um Ford Modelo T correndo com os modernos carros de F-1.Traz notícias "velhas" do dia anterior, é desengonçado (é cada vez mais difícil encontrar um jovem abaixo dos 25 anos que se disponha a sujar as mãos abrindo e dobrando um jornal quando pode se informar rapidamente online pela internet ou até pelo celular), inviável logisticamente (só pode estar nas bancas ou na casa dos leitores dentro de um raio geográfico limitado), não "customizável", antiecológico (quantas árvores têm de ser derrubadas para garantir a edição do dia?) e não permite a mínima interatividade.
Não é à toda que as tiragens dos principais jornais do mundo venham caindo ano a ano, assim como a receita publicitária. A situação é tão dramática que a revista inglesa de negócios The Economist, em matéria de capa em uma de suas edição do ano passado, chegou a prever a data de seus fim: 2043.
Mas se o jornal como produto está com seus dias contatos, isso não ocorre com o seu modelo de negócios. Essa é a tese de Phillip Meyer, jornalista, editor, ex-executivo do Knight Ridder (um dos maiores grupos de comunicação dos EUA) e atualmente professor da Universidade da Carolina do Norte, em seu livro "Os jornais podem desaparecer?", recém-publicado no Brasil pela editora Contexto.
Na sua visão, a sobrevivência dos jornais não está na veiculação de notícias e sim na sua capacidade de influência sobre a opinião pública e a sociedade. "Um jornal influente terá leitores que confiam nele e, em conseqüência, valerá mais para seus anunciantes", defende.
De acordo com um estudo que realizou com 5,1 mil textos de diários norte-americanos e a avaliação dos leitores, os erros que mais abalam a credibilidade do jornal não são aqueles admitidos nas correções públicas (ou seja, os objetivos), mas os subjetivos: má avaliação das informações, contextualização equivocada, interpretação incorreta dos fatos, sensacionalismo, exagero e enviesamento. Ou seja, assim como em qualquer empresa, o jornal precisa agregar credibilidade à sua imagem, por meio da credibilidade e confiabilidade das notícias que publica.

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3.8.07

"Aqueles que seguem a parte de si mesmos, que é grande, se tornarão grandes homens. Aqueles que seguem a parte de si mesmos, que é pequena, se tornarão pequenos homens."
Meng Tsou, filósofo confucionista

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2.8.07

Chorar ou vender lenços



A complexidade da carga tributária e as constantes mudanças na legislação com certeza são motivo de dores de cabeça para empresários e empreendedores brasileiros. Porém já tem gente aplicando o velho provérbio chinês e transformando a dificuldade em oportunidade.
Um exemplo é a indústria de software. Obrigados a desenvolver produtos flexíveis o suficiente para se adaptar às quase diárias mudanças na legislação, planos econômicos e medidas provisórias,
os desenvolvedores descobriram aí um diferencial para fazer frente aos concorrentes internacionais.
"As soluções desenvolvidas por empresas brasileiras não estão presas às limitações dos softwares grandes e pesados, permitindo que os seus produtos sejam mais facilmente atualizados, configurados e “customizados”. Condições, aliás, que são essenciais para a centralização dos sistemas que permite a gestão internacional de áreas estratégicas, como a de gestão de pessoas", explica Manoel Rocha, diretor da Apdata, desenvolvedora de sistemas de gestão de recursos humanos.

Enquanto uns choram, outros vendem lenços.

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1.8.07

Baixa tecnologia também é bom negócio

Numa época em que respiramos tecnologia, vivemos online e em que nossos objetos de desejo do momento são gadgets eletrônicos que se renovam com uma velocidade viral (a Apple que o diga), encontrar gente fissurada por objetos antigos como canetas tinteiro do século passado pode ser considera uma experiência próxima a dar de cara com um extraterrestre!
Os colecionadores de canetas tinteiro (entre os quais este que vos escreve) podem ser exóticos, mas de modo algum são raros ou estão em extinção. Pelo contrário, esse hobby (ou "colecionismo" como alguns preferem chamar) vem ganhando adeptos no mundo todo a cada ano. É só consultar o Google para ver o número de links relacionados ao assunto, indo desde sites informativos às lojas virtuais. Estas últimas são justamente as que mais tem proliferado.
O que não é de se estranhar. Compulsivos e impulsivos, os colecionadores estão sempre à procura de novos itens para suas coleções, que vão desde canetas do início do século passado aos últimos lançamentos. O preço médio de peças mais colecionáveis como a lendária Parker 51 (abaixo) em bom estado varia de R$ 400 a R$ 1.000,00. Modelos mais raros chegam a R$ 1.500,00 a R$ 2.000,00, o equivalente aos gadgets do momento, com a vantagem de que as canetas tendem a valorizar com o tempo, ao contrário de iPods e celulares.

Os valores não parecem assustar os aficcionados. A loja Star Fountain Pen, de Curitiba (PR), comercializa em média 100 pelas por mês e, tal a procura, ganhou uma versão real no ano passado. Fruto da paixão de seu proprietário e idealizador, Humberto Sanches, a Star Fountain Pen é hoje um dos principais sites especializados em comércio de canetas antigas da internet e exemplo de que a tecnologia não é um fim em si, mas uma plataforma para novas idéias e modelos de negócio.

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Cansado de não poder fazer nada?

Revoltado com seu "sócio" oculto, o governo, que a cada dia parece encontrar uma forma de aumentar a sua arrecadação em cima do faturamento da sua empresa ou do seu salário? Estressado com o trânsito cada dia mais infernal? Chocado com a onda de crimes violentos que, infelizmente, se repetiram no decorrer do ano? Com medo das balas perdidas? Aturdido com o caos aéreo e com os dois trágicos acidentes que em menos de um ano mataram quase 400 pessoas? Enfim, cansado e frustrado por sua impotência diante desta situação?
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tomou a iniciativa para sair do imobilismo e começar a reagir. Registre-se no site www.cansei.com.br, manifeste-se no blog, na comunidade do Orkut e faça um minuto de silêncio pelas vítimas do acidente do vôo da TAM no dia 17 de agosto. Ser pró-ativos como cidadão é o ponto de partida para mudar este estado de coisas.

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