30.11.07

"Toda empresa é, hoje, de informação. Não é empresa de ferro, de alumínio, isso é pretexto. O que conta, e é tranformável em dinheiro, é o conhecimento e não a coisa. São a logística, a gestão de estoque, novos formatos e modelos de negócio, relacionamentos com o fornecedor, governança."

Clemente Nóbrega, físico, marketeiro, palestrante, consultor e livre pensador

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Empreendedorismo 2: 10 pontos essenciais

Na mesma matéria da revista HSM Management, são abordados 10 pontos essenciais definidos pela Harvard Business School para a mesma gestão eficiente. São eles:

1) Análise profunda das oportunidades e do setor.

2) Estratégia de negócio e vantagem competitiva.

3) Equipe experiente e estrutura adequada.

4) Controle de recursos de capital essencial.

5) Estratégia de entrada no mercado e captação de clientes.

6) Estratégia de marketing e vendas.

7) Estratégia de crescimento.

8) Estratégia de trabalho em rede.

9) Sólida estratégia financeira.

10) Estratégia de saída que seja viável.

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Empreendedorismo: 7 perguntas para uma gestão eficiente


Em recente dossiê sobre empreendedorismo, a HSM listou sete questões essencias para uma gestão eficiente, formuladas por Peter Drucker. São elas:

1) Qual o sentido do empreendimento? (Definição de Missão, Visão e Valores)

2) Onde quero chegar? (metas e objetivos)

3) Como atingir o objetivo? (Estratégia de crescimento)

4) Quais são as necessidades? (profissionais e os recursos?

5) Qual é a estrutura mais indicada? (Estrutura Organizacional)

6) Qual o capital necessário e quanto em cada etapa? (Estratégia de investimento)

7) Como saber que os objetivos propostos foram atingidos? (Conceito de sucesso)

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28.11.07

Enquanto uns choram, outros vendem lenços, 3


A crônica falta de tempo dos executivos pode gerar uma série de oportunidades para quem sabe aproveitar.

Depois dos dois caras que estão ficando ricos com um empresa especializada em apresentações em powerpoint, voltado para diretores e CEOs que não têm tempo para fazer suas apresentações, agora é a vez dos especialistas em resenhas de livros para quem não tem tempo de ler.

É o caso do físico, marketeiro, palestrante, colunista, consultor e livre pensador Clemente Nóbrega. Ex-diretor de marketing da Amil e autor de livros que unem conceitos da ciência com a gestão de empresas, o novo serviço que está oferecendo aos executivos é o sumário de livros.

"O problema: Ao lado estão alguns dos melhores livros sobre gestão dos últimos anos. Quantos você leu? E os executivos de sua empresa, quantos leram? A verdade é: ninguém tem tempo para manter as leituras atualizadas", é o seu argumento.

A solução proposta por ele? Contratá-lo para fazer uma super resenha. Além de ler o livro (A riqueza na base da pirâmide, de C. K. Prahalad, por exemplo), Nóbrega se propõe a analisar os principais aspectos referentes à gestão e apresentá-lo ao executivo ou mesmo ao grupo de executivos da empresa, em forma de aula, com direito a cópia do material no final.

Quem se interessar pode conhecer mais detalhes diretamente no site www.clementenobrega.com.br

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27.11.07

Piores marcas

Dasani: Coca-Cola admitiu
que água era tirada da
torneira

Vários institutos e meios de comunicação se preocupam em avaliar as melhores e mais valiosas marcas do mundo e as suas respectivas donas tratam de explorar essa avaliação ao máximo para valorizar ainda mais os seus bens. As empresas deveriam estar preocupadas também com as avaliações negativas com que suas marcas são avaliadas, pois isso também faz parte do tão propalado branding.

Exemplo é são as piores marcas do mundo, um estudo realizado por ONGs de todo o mundo e anunciada durante o 18ºCongresso Mundial da Consumers International, federação que reúne 230 organizações de defesa do consumidor de 113 países. A Coca-Cola ganhou o "prêmio" de pior comercialização de bebidas por sua marca de água Dasani. Em 2004, a empresa causou rebuliço no Reino Unido por reconhecer que a água engarrafada era a mesma que as pessoas bebem da torneira. O produto foi banido do países e sequer chegou a ser comercializado no restante da Europa.

O troféu Mau Alimento foi vencido pela Kellog's devido a sua agressiva companha publicitária dirigida à crianças. Já a Mattel foi a vencedora da categoria Maus brinquedos, devido ao recente recall que realizou em seus produtos fabricados na China e cuja tinta continha ingredientes tóxicos. O motivo foi a má vontade da empresa em cooperar com as investigações do Congresso dos EUA colocando toda a responsabilidade nos fabricantes chineses. Por fim, a empresa admitiu que alguns defeitos ocorreram devido a falhas nos projetos.

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23.11.07


"Toda organização funciona em meio a um ambiente de públicos." Philip Kotler

22.11.07

Digital Signage 2.0

Há alguns posts atrás, divulgamos uma nova tendência na área de merchandising, o digital signage, que explora a praticidade dos monitores de plasma e LCD para veiculação de mensagens comerciais nos pontos-de-venda.

Agora, uma agência de publicidade, a Trade, está desenvolvendo uma nova versão dessa tecnologia. Batizada de N2P1, ela agrega os recursos da TV digital e transmissão wireless, permitindo que as mensagens sejam transmitidas e gerenciadas por um operador no próprio local.

É um recurso que pode ser explorado, por exemplo, em um supermercado, em que o promotor ou gerente pode gerenciar online as mensagens de seu produto nos monitores da loja, como promoções relâmpago ou lançamentos.

Outra possibilidade é a de promotoras de vendas de cosméticos divulgarem produtos a suas clientes em pontos-de-venda diferenciados, como em salões de beleza.

Esse projeto está sendo divulgado com exclusividade pelo Business Update.

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20.11.07

Por que empresas como a Sisco arriscam suas reputações


Nas últimas semanas, um dos grandes assuntos da mídia de economia e negócios no Brasil foi a descoberta do esquema de sonegação fiscal envolvendo a Sisco, uma das maiores empresas do mundo na área de redes de computadores. Além de notas frias e empresas laranja, a mais recente descoberta foi a "doação" de R$ 500 mil para os cofres do PT.

Este blog não quer entrar na investigação do caso, que está a cargo dos órgãos competentes, mas fazer uma reflexão sobre o ocorrido.

Se for provado que a empresa realmente está envolvida em um esquema ilegal, deve pagar pelo erro na justiça, assim como os executivos envolvidos no caso. E não vamos ser inocentes de pensar que a Sisco é a única empresa a usar tal tipo de esquema. Vide um exemplo recente envolvendo a Daslu, na área de moda, em que havia um "método" muito semelhante para sonegar impostos.

Mas, ao invés de se concentrar apenas no crime, não seria importante também aproveitar o momento para analisarmos as circunstâncias que o criaram. Ou sejam, a complexa política fiscal brasileira e a pesadíssima carga tributária a que todos os empreendimentos no Brasil estão sujeitos?

Será que se nosso país tivesse uma política tributária mais justa, direta e racional empresas do porte da Sisco ou da Daslu arriscariam sua reputação em tais esquemas?

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12.11.07


"O verdadeiro teste da inovação é saber se o cliente está disposto a pagar por elas. As empresas estão inventando coisas demais."

Michael Dell

8.11.07

O sucessor de Star Wars



Depois que a trilogia Star Wars revolucionou a forma de fazer filmes, conquistar o público e ganhar dinheiro no cinema, tanto os estúdios quanto as diretores sonham em realizar um novo Guerra nas Estrelas. Nos últimos anos, tivemos alguns candidatos de peso, entre eles Matrix, Senhor dos Anéis e Harry Potter (infelizmente a seqüência de Star War, que poderia repetir o sucesso da saga, decepcionou).

A seu favor estão o fato de serem trilogias (ou até mesmo séries, como Harry Potter) bem-sucedidas, terem conquistado uma legião de fãs dispostos a se aprofundar na mitologia que criaram através de livros, videogames e merchandising. Se algum deles repetirá o sucesso de George Lucas, somente o tempo dirá.

Mas o maior candidato a sucessor de Star Wars corre por fora, ou seja, está fora do circuito do cinema (por enquanto). Trata-se de Halo, game da Microsoft que teve sua trilogia encerrada em setembro. Campeão de vendas desde sua estréia em 2001, Halo não só consolidou o Microsoft e o seu console Xbox no mundo dos games (dominado pela Sony e seu Play Station) como é considerado por muitos um dos melhores jogos de todos os tempos.

Assim como Star Wars, Halo conquistou uma legião de fãs pela sua mitologia intrincada que pode ser desdobrada em um universo particular, um herói carismático (Master Chief), naves, armas e equipamentos que atiçam a imaginação. Assim como a saga dos cavaleiros jedi para derrotar o imperador Darth Vader e restaurar a república, a luta de Master Chief para salvar a Terra da guerra contra os covenants rendeu, além dos games, uma série de livros, histórias em quadrinhos e uma infinidade de quinquilharias baseadas na história.




E Halo chegar em breve ao cinema. A Microsoft já está negociando a produção do filme com estúdios de cinema. Para transportar Master Chief dos consoles para as salas de cinema, foi recrutado o diretor Peter Jackson (de O Senhor dos Anéis) e ele próprio um fã confesso do game. O filme só não se concretizou ainda por causa da cifra exorbitante para o projeto (US$ 200 milhões).

Outro ponto em comum entre os dois é a visão de marketing. Antevendo uma nova era, George Lucas abriu mão da renda da bilheteria para explorar a imagem dos personagens de seu filme. Da mesma forma, a Microsoft soube explorar todo o potencial de Halo, transcendendo o universo dos games. Atualmente, há jogos tão bons ou até melhores do que Halo em termos de visual, emoção e jogabilidade. Exemplos recentes são o Crisis (EA) e Bioshock, jogos extraordinários, mas que, porém, se restringem ao universo dos jogos.



Halo, porém, foi evoluindo a cada versão, transformado-se de jogo a um fenômeno da cultura pop. Ao contrário de seus concorrentes, a Microsoft não se limitou apenas a aperfeiçoar o jogo e os gráficos, mas expandiu o universo do jogo e todas as suas possibilidades comerciais. Podemos comparar as outras empresas focadas em produto, mas a Microsoft como uma empresa focada em marketing.

7.11.07

HSM Management - Flash 1



Michael Porter

A boa estratégia deixa o consumidor infeliz"

Michael Porter defendeu a importância em construir uma estratégia empresarial consistente e de longa duração em sua palestra na HSM Expomanagement, em São Paulo

"Faço questão de repetir", disse Michael Porter a uma platéia boquiaberta de 4 mil espectadores. "A boa estratégia empresarial deixa o consumidor infeliz", repetiu Porter, considerado a maior autoridade mundial em estratégia competitiva, que abriu a programação da HSM Expomanagement nesta terça-feira (6/11), em São Paulo.

Em uma apresentação de três horas, o professor da Harvard Business School defendeu a importância de as empresas construírem uma estratégia consistente, de longa duração e focada em uma proposta de valor. "Ao fazer tudo o que pede o consumidor, a corporação se torna uma organização confusa e inconsistente no que deseja para o seu negócio e o seu futuro", diz Porter.

Por mais que possa parecer flexível, a companhia que atende todos os desejos do consumidor, definitivamente, não possui uma estratégia bem definida, na avaliação de Porter. Para ser eficaz, a corporação precisa ter muito claramente quais são seus objetivos, a sua proposição de valor e como propagá-la ao longo dos anos. "A continuidade da estratégia é fundamental para uma vantagem competitiva sustentável", afirma.

Uma tática simples mas eficaz de descobrir se a estratégia empresarial é eficiente trata de descrever o que aquela companhia não faz. "Se os executivos conseguem fazer isso, é um sinal que ela tem uma boa estratégia."

Veja abaixo o que é e o que não é uma estratégia para Michael Porter:

O que é estratégia

Uma proposição de valor exclusiva em relação à dos concorrentes

Uma cadeia de valor diferente e bem moldada

Tradeoffs claros e a escolha do que não fazer

Atividades que se encaixam e reforçam umas às outras

Continuidade estratégica, com aperfeiçoamento contínuo da maneira como a estratégia é aplicada

O que é não é estratégia

Aperfeiçoamento das melhores práticas

Execução

Aspirações

Uma visão

Aprendizado

Agilidade

Flexibilidade

Inovação

A internet (ou qualquer tecnologia)

Downsizing

Reestruturação

Fusões/consolidação

Alianças/parcerias

Terceirização

internacionalização

6.11.07

No ranking mundial da logística, Brasil fica atrás de Chile, Argentina, México e Peru


Estudo "Conectar-se para competir", realizado pelo Banco Mundial com 800 executivos da área de logística em diversos países, apontou os países cuja infraestrutura logística mais facilita a interconexão entre empresas e mercados em termos globais. Cingapura ocupa o primeiro lugar, seguida de Alemanha (3) e Japão (6), Reino Unido (9) e Estados Unidos (14).
Na América Latina, os países que mais se destacam são Chile (32), Argentina (45), México (56) e Peru (59). O Brasil só aparece em 61º.

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1.11.07


"Constitui pecado capital teorizar antes de possuir dados. Sem se dar conta, as pessoas começam a deturpar os fatos para que se adaptem às teorias, em vez de adaptar as teorias aos fatos."

Sir Arthur Conan Doyle